Operação contra queimadas em Rondônia entra em fase de resposta com atuação de múltiplos órgãos

Operação contra queimadas em Rondônia entra em fase de resposta com atuação de múltiplos órgãos

Encontro reuniu órgãos de segurança, fiscalização e proteção ambiental para coordenar ações contra focos de incêndio florestal, com ênfase em territórios indígenas e unidades de conservação

PORTO VELHO, RO -
O Ministério Público de Rondônia (MPRO) participou, nesta terça-feira (2/6), de reunião de coordenação interinstitucional realizada no Corpo de Bombeiros Militar, em Porto Velho. O encontro reuniu representantes de órgãos de segurança, fiscalização e proteção ambiental para definir estratégias de combate a incêndios florestais no estado, com foco em territórios indígenas e unidades de conservação.

O promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial em Defesa do Meio Ambiente (Gaema), Pablo Hernandez Viscardi, representou o MPRO e destacou a necessidade de cruzamento de dados entre as instituições para evitar retrabalho e ampliar a eficiência das ações.

Atuação integrada


Participaram da reunião o Corpo de Bombeiros Militar; a Superintendência Indígena, vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (SEDAM), com atribuição de articular ações em territórios indígenas; a Polícia Militar (PM) e o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), envolvidos na fiscalização e na segurança das operações.

Viscardi apontou que a repressão penal visa defender o meio ambiente de forma mais efetiva. "Nas unidades de conservação é necessária a presença, a ostensividade e a responsabilização. A prisão tem um grande efeito pedagógico, assim como a busca e apreensão", afirmou.

Brigadas indígenas

Em 2025, Rondônia já capacitou 186 brigadistas indígenas, número acima dos 150 formados ao longo de todo o ano de 2024. A meta é ampliar a proteção interna de 22 territórios, que abrigam 56 povos e cerca de 500 comunidades, com aproximadamente 21 mil pessoas. A Superintendência Indígena atua como facilitadora do acesso aos territórios, mediante autorização das comunidades, de forma a agilizar a chegada das equipes nas comunidades

Fase de resposta

Conforme exposto na reunião, os bombeiros enceraram a fase preventiva em 1º de junho. Durante essa fase foram realizadas 3.829 ações, com público alcançado de 67.898 pessoas nos 52 municípios do estado. A transição para a fase de resposta já registra os primeiros incidentes.

Programa nacional

O encontro também discutiu o programa RESPAD (Projeto Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres), coordenado pela Liga Nacional dos Corpos de Bombeiros (LIGABOM) e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP). O sistema visa estruturar o apoio mútuo entre estados em situações de catástrofe, com contrapartidas em equipamentos e viaturas.

Entre os dias 9 e 12 de junho, está prevista a Jornada RESPAD , com workshop teórico no Teatro Estadual nos dias 9 e 10, e simulado prático de combate a incêndio florestal no Parque Estadual Guajará-Mirim no dia 11. O simulado marcará o início oficial da Operação OVR no estado.

Áreas críticas

A reunião identificou áreas de conflito que exigem atenção prioritária. A Unidade de Conservação Soldado da Borracha foi citada como exemplo de degradação avançada da cobertura florestal original. A Reserva Rio Preto Jacundá foi apontada como zona de conflito, com a presença de fazendas irregulares dentro de seus limites.

Para a próxima reunião, a Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia e a SEDAM devem apresentar atualizações sobre dados meteorológicos, incluindo o impacto do El Niño, e o Plano Integrado Multinível de Prevenção.

Fonte: Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

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