Projeto permanente do TJRO, Justiça Itinerante, deve ser adotada por outros tribunais, recomendou Fachin em encontro da magistratura no AM

Projeto permanente do TJRO, Justiça Itinerante, deve ser adotada por outros tribunais, recomendou Fachin em encontro da magistratura no AM


PORTO VELHO, RO - Levar o Judiciário a regiões de difícil acesso e ampliar o atendimento a populações historicamente afastadas dos serviços públicos. Esses foram os principais pontos defendidos pelo presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, durante o Encontro Regional da Magistratura da Região Norte, realizado nesta sexta-feira (29), em Manaus.

Em Rondônia, o projeto é realizado desde 1982, quando ocorreu o atendimento da Justiça em barracas de lona, em parceria com o projeto ACISO, missão de assistência humanitária e de cidadania realizada pelas Forças Armadas Brasileiras. Mas foi em 1990 que a Justiça Rápida Itinerante foi institucionalizada como programa permanente, atendendo, todos os anos, os locais mais afastados, sobretudo em regiões ribeirinhas e áreas indígenas.

Foi justamente o que o ministro destacou durante o encontro. Ao tratar dos desafios enfrentados pela Amazônia, Edson Fachin afirmou que a Justiça Itinerante deve se consolidar como política permanente para garantir acesso à Justiça em todo o país. “A presença do Estado na Amazônia não pode ser descontínua. A transformação digital do Judiciário deve servir à cidadania, sem ampliar desigualdades em regiões com dificuldades de acesso à internet e à energia elétrica”, reforçou.

Neste ponto, outro projeto pioneiro, o Fórum Digital, também supre essa recomendação, pois se trata de um espaço tecnológico, em locais onde não há sedes de comarcas, que atende digitalmente tanto o Judiciário quanto os demais órgãos do sistema de Justiça, tais como TRE, TRT, Justiça Federal, Ministérios Públicos (do Estado e da União) e Defensorias (Estadual e Federal), entre outros, somando atualmente 18 parceiros.

O presidente do CNJ demonstrou especial preocupação com temas ligados à infância, à violência doméstica, às organizações criminosas, aos crimes dolosos contra a vida e aos crimes sexuais. “É importante que a Região Norte sirva como território piloto para a criação de uma rede nacional de juízes criminais especializados no enfrentamento do crime organizado, baseada em ações integradas de gestão e cooperação institucional”, ressaltou.

O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, que participou do encontro, ressaltou a necessidade de aproximar o Judiciário da população do interior da Região Norte. Ele destacou a importância de ouvir as demandas locais para fortalecer as instituições e torná-las mais conectadas às necessidades dos cidadãos.

Para o presidente do TJRO, desembargador Alexandre Miguel, que esteve com o ministro ainda em abril apresentando os dois projetos considerados modelos, as soluções adaptadas à realidade local serviram de inspiração para a recomendação. “Superamos barreiras logísticas e geográficas que impactam a prestação jurisdicional para atender, com equidade, a todos os cidadãos”, disse após a sua participação no evento.

Promovido pelo CNJ e sediado no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o evento reuniu magistrados, presidentes de tribunais, corregedores e integrantes do sistema de Justiça dos sete estados da Região Norte para discutir inovação, inteligência artificial e soluções tecnológicas voltadas ao aprimoramento da prestação jurisdicional.

Para o presidente do TJRO, desembargador Alexandre Miguel, que esteve com o ministro ainda em abril, apresentando os dois projetos considerados modelos, as soluções adaptadas à realidade local serviram de inspiração para a recomendação. “Superamos barreiras logísticas e geográficas impactam a prestação jurisdicional para atender, com equidade, a todos os cidadãos”, disse após a sua participação no evento.

Promovido pelo CNJ e sediado no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o evento reuniu magistrados, presidentes de tribunais, corregedores e integrantes do sistema de justiça dos sete estados da Região Norte para discutir inovação, inteligência artificial e soluções tecnológicas voltadas ao aprimoramento da prestação jurisdicional.

Acesse abaixo à cartilha da Justiça Itinerante:





Fonte: Assessoria de Comunicação Institucional/Com informações do CNJ

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