Parlamentares e pré-candidatos de Rondônia reagem — ou silenciam — após revelações sobre Flávio Bolsonaro e banqueiro do Banco Master

Parlamentares e pré-candidatos de Rondônia reagem — ou silenciam — após revelações sobre Flávio Bolsonaro e banqueiro do Banco Master


Parte da bancada federal não se manifestou até o fechamento desta reportagem

PORTO VELHO, RO -
As revelações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, provocaram manifestações públicas de políticos de Rondônia ligados ao campo bolsonarista, ao mesmo tempo em que parte da bancada federal do Estado e nomes cotados para as eleições de 2026 permaneceram em silêncio até o fechamento desta reportagem.
Entre os que se posicionaram publicamente está o senador da República e pré-candidato ao Governo de Rondônia, Marcos Rogério (PL). Em publicação nas redes sociais, o parlamentar atribuiu a repercussão do caso ao avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais e afirmou não haver irregularidade nos fatos narrados pela imprensa nacional.

“Foi só @flaviobolsonaro disparar nas pesquisas que começaram mais uma vez as tentativas de criar narrativas para desgastar sua imagem. Os fatos são claros, zero dinheiro público, zero Lei Rouanet e nenhum favorecimento. Apenas a busca por investidores privados para um filme privado sobre a trajetória do presidente Jair Bolsonaro”, escreveu o senador rondoniense em postagem pública.

Também pelo Partido Liberal, o deputado federal Coronel Chrisóstomo utilizou suas redes sociais para defender a abertura de uma investigação parlamentar envolvendo o Banco Master e contestar críticas direcionadas ao senador Flávio Bolsonaro. Em vídeo publicado em perfil oficial, o parlamentar afirmou defender a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

“Quem não deve, não teme. A ESQUERDA ESTÁ DESESPERADA! A farsa e os mesmos modus operandi da petralhada não enganam mais o povo. Nós queremos a abertura da CPI do Banco Master imediatamente. De igual forma eles agiram na CPMI do INSS. Tentam linkar Bolsonaro ao caso, mas NENHUM PETISTA foi capaz de assinou a CPI e ainda não votaram contra o relatório final. Por que não assinam agora a instalação da CPI do Banco Master? Quem não deve, não teme! Parabéns ao nosso futuro presidente @flaviobolsonaro pela postura!”, publicou o deputado.

Outro integrante da bancada federal do PL em Rondônia, o deputado federal Lúcio Mosquini também se manifestou sobre o caso. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar limitou-se a defender a instalação de investigação parlamentar relacionada ao Banco Master. “Queremos a CPMI do Banco Master já”, escreveu.

Em posição distinta, mas também pública, o pré-candidato ao Governo de Rondônia pelo PSB, Samuel Costa, abordou o caso em tom crítico ao senador do PL. Em publicação nas redes sociais, Samuel mencionou o valor de negociações envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, além de reproduzir trecho de mensagem atribuída ao senador.

“URGENTE: Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro e disse, em gravação, ao ex-banqueiro preso por desviar R$ 47 bilhões do BancoMaster: ‘Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. A corrupção é daltônica e ambidestra’”, publicou o pré-candidato.
Até o fechamento desta reportagem, os demais integrantes da bancada federal de Rondônia ainda não haviam se pronunciado publicamente sobre os fatos trazidos à tona pela imprensa nacional envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Entre os nomes sem manifestação identificada estavam o senador Jaime Bagattoli (PL), a deputada federal Sílvia Cristina (PP), os deputados federais Thiago Flores (União Brasil), Rafael Fera (Podemos), Cristiane Lopes (Podemos), Maurício Carvalho (União Brasil) e Fernando Máximo (PL).

No cenário da disputa pelo Governo de Rondônia, além de Samuel Costa e Marcos Rogério, também não havia posicionamentos públicos registrados, até o fechamento desta reportagem, por parte de Adaílton Fúria (PSD), Hildon Chaves (União Brasil) e outros nomes apontados como pré-candidatos ao Palácio Rio Madeira.

As manifestações ocorrem após reportagens do portal Intercept Brasil e da imprensa nacional divulgarem mensagens e um áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Segundo as informações publicadas, o senador teria solicitado recursos ao banqueiro para financiar um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com a reportagem, Vorcaro teria desembolsado aproximadamente R$ 61 milhões para a produção cinematográfica intitulada “Dark Horse”, entre fevereiro e maio de 2025, por meio de operações que, segundo o material jornalístico, envolveriam um fundo nos Estados Unidos ligado a um aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

A TV Globo informou ter confirmado, com investigadores e pessoas com acesso ao caso, tanto o teor das mensagens quanto a existência do áudio citado nas reportagens. Daniel Vorcaro está preso em Brasília e é investigado pela Polícia Federal sob suspeita de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras estimadas em até R$ 12 bilhões.

Questionado sobre o assunto por jornalistas no Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Bolsonaro declarou apenas tratar-se de “dinheiro privado”. Posteriormente, publicou vídeo confirmando que pediu dinheiro a Vorcaro, mas negando qualquer irregularidade ou “relações espúrias” com o banqueiro, além de manifestar apoio à abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito relacionada ao Banco Master.
Segundo informações publicadas pelo Intercept Brasil, parte dos pagamentos teria sido realizada pela empresa Entre Investimentos e Participações, vinculada a Daniel Vorcaro. Já a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, informou que dados da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado apontariam repasses de ao menos R$ 2,3 milhões do Banco Master para a empresa ao longo de 2025.

Ainda conforme divulgado pela imprensa nacional, o publicitário Thiago Miranda, apontado como intermediador do contato entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, confirmou ter articulado negociações para um aporte aproximado de R$ 62 milhões ao filme. Ele afirmou que os pagamentos foram interrompidos após a crise no Banco Master e que a participação de Vorcaro no projeto não seria tornada pública.

As reportagens também descrevem um áudio enviado por Flávio Bolsonaro em 8 de setembro de 2025, no qual o senador teria mencionado o “momento dificílimo” enfrentado por Vorcaro após a rejeição da operação envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). Na gravação, segundo o conteúdo publicado, Flávio teria relatado atrasos financeiros no projeto cinematográfico e preocupação com parcelas pendentes.

Em outra troca de mensagens, datada de 22 de outubro, o senador teria informado que o projeto estava “no limite” e convidado Vorcaro para um jantar com o ator Jim Caviezel, escalado para interpretar Jair Bolsonaro no filme. Em 16 de novembro, após troca de mensagens temporárias, Flávio teria escrito ao banqueiro: “Estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz!”. Vorcaro teria respondido por mensagem de visualização única, ao que Flávio respondeu: “Amém”. Segundo as informações divulgadas, Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no dia seguinte à troca de mensagens. As informações são do site Rondônia Dinâmica.

Fonte: Rondônia Dinâmica



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