PORTO VELHO, RO - Uma notícia antiga voltou a ser compartilhada nas redes sociais nos últimos dias envolvendo a prisão do ex-assessor parlamentar do deputado estadual Ribeiro da Sinsepol, identificado como Luis Gustavo Cardoso Pedroso. No entanto, o caso ocorreu ainda no mês de fevereiro deste ano.
A prisão aconteceu no dia 26 de fevereiro de 2026, em Rondônia, após Luis Gustavo permanecer mais de 10 anos foragido da Justiça de São Paulo, onde havia sido condenado por um homicídio triplamente qualificado ocorrido em 2008, na cidade de São José do Rio Preto (SP).
Dois dias após a prisão, no dia 28 de fevereiro, ocorreu oficialmente o desligamento de Luis Gustavo do cargo de assessor parlamentar, informação que também voltou a repercutir recentemente nas redes sociais.
Segundo informações das forças de segurança, o ex-assessor foi localizado no distrito de Jacinópolis, pertencente ao município de Nova Mamoré, onde mantinha uma farmácia e levava uma vida considerada discreta na região.
A captura foi resultado de uma ação integrada entre o Núcleo Integrado de Inteligência de Fronteira de Guajará-Mirim e o setor de inteligência da Polícia Militar de Nova Mamoré, com apoio de equipes do estado de São Paulo. Após a prisão, o condenado foi encaminhado para a unidade prisional de Guajará-Mirim.
De acordo com a sentença judicial, o crime aconteceu após a vítima, um homem com deficiência física e aposentado, demonstrar interesse pela companheira de Luis Gustavo, sem saber que ela mantinha um relacionamento. A investigação apontou que o condenado agiu motivado por ciúmes.
As investigações revelaram ainda que a vítima foi atraída até a residência do acusado, onde acabou sendo assassinada com golpes de pauladas e facadas, com participação de outros dois comparsas.
Após o homicídio, o corpo foi colocado no porta-malas do próprio carro da vítima e levado até uma estrada vicinal entre as cidades de São José do Rio Preto e Mirassol, no interior paulista. No local, os criminosos atearam fogo no cadáver na tentativa de dificultar as investigações.
Luis Gustavo foi condenado por homicídio triplamente qualificado e permaneceu foragido por vários anos até ser localizado em território rondoniense.
