Ataque terrorista a faca em Londres deixa 2 feridos em bairro judaico

Ataque terrorista a faca em Londres deixa 2 feridos em bairro judaico


Suspeito foi detido pela organização Shomrim, de patrulhamento comunitário, e entregue à polícia; em março, ambulâncias de outra ONG judaica do bairro foram incendiadas. © Getty Images

PORTO VELHO, RO -
Um homem esfaqueou duas pessoas em Golders Green, um bairro com alta concentração de população judaica no noroeste de Londres, nesta quarta-feira (29). O incidente foi confirmado pelas autoridades britânicas e gerou cobranças por parte de líderes israelenses.

A polícia inglesa classificou o ataque como terrorista. As duas vítimas, uma na casa dos 70 anos e outra na casa dos 30, estão em condição estável no hospital.

Os policiais prenderam um homem de 45 anos após imobilizá-lo com um taser e estavam considerando "todos os possíveis motivos" como parte da investigação, disseram.

O chefe da Polícia Metropolitana de Londres, Mark Rowley, disse em entrevista coletiva que o suspeito tem um histórico de violência grave e problemas de saúde mental. A identidade do homem não foi divulgada.

Rowley afirmou que o ataque foi um "ato horrendo de violência" direcionado contra a comunidade judaica.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, condenou o ataque e confirmou que a polícia prendeu o suspeito. "Houve um ataque terrível contra dois judeus londrinos em Golders Green. A polícia efetuou uma prisão e gostaria de agradecer a todos os serviços de emergência e voluntários heroicos... pela resposta rápida", disse Khan em uma publicação no X.

"A comunidade judaica de Londres tem sido alvo de uma série de ataques antissemitas chocantes. Não pode haver absolutamente nenhum espaço para o antissemitismo na sociedade", acrescentou.

De acordo com a organização, os dois feridos estão sendo atendidos pela Hatzola, uma ONG judaica de serviço médico voluntário. A mesma organização teve quatro ambulâncias incendiadas em março, também em Golders Green. Três homens foram presos pelo ataque à Hatzola.

O primeiro-ministro, Keir Starmer, disse que o incidente é "profundamente preocupante".

"É profundamente preocupante para todos nesta Casa", disse Starmer a parlamentares, afirmando que havia sido informado sobre o incidente antes da sessão em que participa no Parlamento de Westminster.

"Agora há uma investigação policial, e acho que todos nós precisamos fazer tudo o que pudermos para apoiar essa investigação e ser absolutamente claros em nossa determinação de lidar com qualquer um desses crimes, os quais temos visto demais recentemente."

Starmer chamou uma reunião de emergência com membros do gabinete em resposta ao incidente.

O presidente de Israel, Isaac Herzog, escreveu nas redes sociais que governos precisam agir imediatamente contra o antissemitismo. "Estou aqui em Londres no momento em que recebemos a terrível notícia de um ataque a facadas contra judeus em Golders Green", escreveu.

"Estou orando por todos os feridos, pelos corajosos serviços de emergência e pela comunidade judaica aqui em Londres. O aumento da violência antissemita na Grã-Bretanha e em todo o mundo é profundamente preocupante. O ódio pode começar com os judeus, mas nunca termina com os judeus. Líderes de todos os lugares devem tomar medidas imediatas nesta batalha crucial contra o ódio aos judeus."

No último mês, a polícia londrina prendeu mais de duas dúzias de pessoas por suspeita de participação em ataques a estabelecimentos ligados à comunidade judaica, incluindo o incêndio das ambulâncias e tentativas de incendiar sinagogas.

A polícia afirmou estar investigando possíveis ligações iranianas com alguns dos incidentes, e o grupo pró-Irã Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiyya reivindicou alguns dos ataques mais recentes nas redes sociais.

Autoridades alertaram recentemente que o Irã tem buscado usar intermediários criminosos para realizar atividades hostis no Reino Unido.

O alerta vem em um momento em que os ataques antissemitas têm aumentado na Grã-Bretanha, desde o ataque do Hamas a Israel em outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza.

O incidente antissemita mais grave de 2025 foi o ataque em Manchester, que matou dois fiéis judeus durante o Yom Kippur, o dia mais sagrado do calendário judaico.

Fonte: Folhapress



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