Redução no ICMS pode gerar perda de R$ 115 bilhões, segundo estados


Segundo projeção da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a redução é no mínimo duas vezes maior que o previsto pelo governo

Porto Velho, RO -
A proposta de fixação do teto do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de combustíveis, energia e telecomunicações pode gerar uma perda de até R$ 115 bilhões por ano para estados e municípios, segundo projeção da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). A diminuição na arrecadação deve impactar especialmente os municípios, onde se prevê uma redução de R$ 27 bilhões no caixa das prefeituras.

Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, seriam necessários de R$ 25 bilhões a R$ 50 bilhões para compensar o déficit dos entes. A projeção da entidade, no entanto, é, no mínimo duas vezes superior.

“O valor de R$ 25 bilhões a R$ 50 bilhões sugerido pelo Ministério da Economia não compensa nem metade das perdas que estados e municípios sofrerão e terá caráter provisório, relacionado à desoneração do óleo diesel”, diz a nota divulgada na terça-feira (7/6).

Na contramão, o Ministério da Economia publicou dois estudos afirmando que governadores e prefeitos têm, atualmente, a melhor capacidade de pagamento da história.

O PLP 18/2022 propõe ainda a redução da alíquota sobre o diesel e o gás de cozinha, sob garatia da compensação de até R$ 25,7 bilhões e a contrapartida do Executivo de zerar os tributos federais da gasolina e do etanol.

“O governo federal só sinaliza com uma compensação para o diesel, que nesse caso seria passageira, deixando para trás a principal e maior perda causada pelo teto de alíquotas sobre o ICMS dos combustíveis, energia e telecomunicações, que seria permanente”, protesta a CNM. “Mudanças estruturais, como a defendida pelo governo e pelo Congresso para as alíquotas do ICMS exigem compensações igualmente estruturais.”


Fonte: Diário da Amazônia

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