Do drama da lesão à glória no clássico: Gatito reencontra melhor momento no Botafogo

Recuperado de contusão no joelho direito que o tirou dos gramados por mais de um ano, goleiro lidera ranking de defesas do Brasileirão

Porto Velho, RO - Segurança. É isso que Gatito Fernández passa ao Botafogo. Nas graças do torcedor alvinegro desde a Libertadores de 2017, o goleiro mostrou mais uma vez, no último domingo, contra o Flamengo, o motivo de ser um dos ídolos do elenco atual e uma unanimidade no clube há tanto tempo.

Antes de começar a temporada como titular, Gatito não vestia a camisa do Botafogo desde 2020. Na época, sofreu um edema ósseo no joelho direito num clássico contra o Vasco que se agravou com a disputa de jogos pela seleção paraguaia. Após os mais de 15 meses parado, o goleiro voltou a apresentar um bom nível nessa temporada, com a atuação contra o rival rubro-negro, em Brasília, coroando o bom momento.

— O maior drama é que eu não sabia se voltaria a estar no nível que eu estive nos outros anos. Consegui provar para mim mesmo (que sim). Fico muito orgulhoso do trabalho que faço diariamente, pré-treino, em casa trabalhando, isso dá uma satisfação, e também a todo o estafe do clube que está sempre me ajudando — disse Gatito ao “Seleção SporTV”.

No Mané Garrincha, o goleiro fez sete defesas, sendo quatro consideradas difíceis. Além da vitória, os números deram ao paraguaio o topo do ranking da média de defesas do Campeonato Brasileiro, com cinco por jogo. Por outro lado, o 22º da lista (último entre todos os goleiros que entraram em campo na atual edição do Brasileirão) é Diego Loureiro, reserva alvinegro.

Clube ainda busca opção

O contraponto entre Gatito e Diego Loureiro é reverberado constantemente pela torcida alvinegra. Embora tenha sido titular durante a maior parte da campanha do título da Série B, Loureiro, formado na base, não passou segurança quando teve oportunidades. 

Nessa temporada, falhou com os pés — característica que Gatito também precisa trabalhar — e com as mãos no gol do Atlético-GO no empate em 1 a 1, quando substituía o paraguaio, que se recuperava de dores no mesmo joelho direito que o deixou um ano fora.

Por isso, a tendência é que, mesmo não sendo uma prioridade como é a chegada de um atacante de peso, o Botafogo busque, na segunda janela, um goleiro para ser a sombra de Gatito, que, além de não ter se firmado fisicamente ainda, é constantemente convocado para a seleção paraguaia. A avaliação é de que o time possa precisar de um reserva à altura, já que, mesmo tendo a confiança de Luís Castro e John Textor, Diego Loureiro ainda não se firmou.


Fonte: O GLOBO

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