Guerra na Ucrânia: Jornalista suíço é ferido por soldados russos e tem passaporte e dinheiro roubados


Guillaume Briquet foi atingido no braço e no rosto por estilhaços após carro ser alvo de tiros na região de Mykolaiv, no sul do país invadido pela Rússia

Porto Velho, RO - 
Um jornalista suíço ficou ferido após o carro em que estava ser atacado a tiros supostamente por tropas russas na região de Mykolaiv, no Sul da Ucrânia. Guillaume Briquet, de 58 anos, foi atingido no braço e no rosto por estilhaços e foi levado a um hospital local com a ajuda da polícia ucraniana neste domingo. Em publicação nas redes sociais, ele compartilhou uma imagem em que aparece machucado e escreveu: "Ferido por um comando russo".

Segundo a imprensa o local, soldados russos levaram ainda seu passaporte, um laptop, uma câmera e uma quantia de 3 mil euros (cerca de R$ 16,6 mil), antes de liberarem o jornalista. Outros equipamentos de trabalho e itens pessoais também foram apreendidos pelos militares.

Após o ataque, o jornalista dirigiu até a cidade de Kropyvnytskyi, onde foi atendido em um posto policial. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram que o veículo usado por Briquet estava identificado com a palavra "imprensa".

De acordo com a emissora pública ucraniana Suspline, a chefe da administração militar regional, Maria Chorna, afirmou que os tiros foram disparados por soldados russos à queima-roupa.

— Eles viram claramente que a o veículo estava sendo usado pela imprensa, havia marcações apropriadas — disse ela.

Este não é o primeiro caso de profissionais da imprensa que foram feridos por militares durante a guerra a cobertura da guerra na Ucrânia. O correspondente-chefe da Sky News, Stuart Ramsay, e o operador de câmera Richie Mockler foram baleados durante uma emboscada nas proximidades de Kiev por um suposto "esquadrão da morte" russo na semana passada. Eles estavam em um carro com outras três pessoas quando ocorreu o ataque.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, e o seu homólogo ucraniano, Dmytro Kuleba, aceitaram se reunir em um fórum no Sul da Turquia nesta quinta-feira, naquelas que devem ser as primeiras conversas entre os principais diplomatas de cada país desde a invasão lançada pelo governo de Vladimir Putin ao país vizinho, em 24 de fevereiro.

A Rússia indicou aceitar amenizar levemente suas exigências à Ucrânia. O Kremlin admite agora a continuidade do governo Zelensky, tirou da pauta o que chama de 'desnazificação' do país, mas exige que a Ucrânia deponha armas, aceite se desmilitarizar, fique fora da Otan e da UE e reconheça a Crimeia e a independência das regiões separatistas já ocupadas pela Rússia.

Também nesta segunda-feira a Rússia anunciou novos "corredores humanitários" para transportar ucranianos presos sob seu bombardeio — para a própria Rússia e sua aliada Bielorrússia. O fato de os corredores levarem a territórios dominados pela Rússia foi denunciado por Kiev como imoral.

O anúncio veio após dois dias de cessar-fogo fracassado para permitir que civis fujam da cidade sitiada de Mariupol, onde centenas de milhares de pessoas estão presas sem comida e água, sob bombardeio implacável e incapazes de remover seus feridos.

Fonte: O Globo

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