Líder de facção em Extrema será julgado pelo assassinato de Soró

Está marcado para o próximo dia 9 de fevereiro, na 1ª. Vara do Júri de Porto Velho, o julgamento de Igor Weliton Braga, vulgo ´Cachoeira, apontado pela Polícia Civil de ser o líder de uma fação criminosa que atua em Abunã, região de Extrema.

Porto Velho, RO - De acordo com investigações policiais, Cachoeira ordenou a morte de Sandro Rocha da Silva, conhecido por Sóro, de quem desconfiava ser informante da Polícia.

De acordo com a denúncia, Cachoeira ligou para a vítima 20 minutos antes do crime ser cometido. A conversa, por telefone, deixou Soró apreensivo e ele chegou a comentar a mensagem ameaçadora com uma testemunha. A morte de Soró foi ordenada e executada por Ademilson dos Santos Soares, vulgo ´Perigo´ e Vitor Hugo Dias que também serão julgados juntos com o líder.

O crime aconteceu no dia 12 de novembro de 2019, em um bar situado na Rua João Bortoloso, esquina com a rua JK, próximo ao quartel da PM. A dupla chegou ao local de motocicleta, conduzida por ´Perigo´. Hugo desceu da moto entrou no bar e sem dizer nada executou Soró, que estava sentado em uma cadeira, com cinco tiros. A motocicleta pertencia ao líder Weliton, segundo os policiais.

Durante as investigações, a testemunha ocular confirmou o telefonema que a vítima recebera minutos antes de ser executada e que admitiu ser aquele ´seu último gole de cachaça´. Disse inda que reconheceu a fisionomia dos dois executores.

Um agente de polícia disse que Cachoeira trata-se de pessoa perigosa e que, em uma operação policial anterior, descobriu ser o acusado, o responsável pela manutenção e distribuição de armas, uma vez que exerceria papel de autoridade em uma facção criminosa (Comando Vermelho) na localidade.

“Tais armas eram utilizadas, conforme depoimento, para eliminar rivais e pessoas que possuíssem dívidas com a facção”, diz trecho do relatório da Polícia Civil na denúncia relatada ao Ministério Público. Os três acusados serão julgados por homicídio qualificado (impossibilitou a defesa da vítima e praticado por motivo torpe). Os três encontram-se presos.

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