
A conservação da biodiversidade é fortalecida por ações de monitoramento e proteção da fauna silvestre
PORTO VELHO, RO - Com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre a biologia e a reprodução da tartaruga-da-Amazônia (podocnemis expansa), o governo de Rondônia realiza, de 2 a 23 de outubro, o monitoramento da espécie no Parque Estadual Corumbiara, em Pimenteiras do Oeste. As atividades são desenvolvidas pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), por meio da Coordenadoria de Unidades de Conservação (CUC), no âmbito do Projeto Quelônios da Amazônia (PQA), com apoio do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), a participação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a colaboração de pesquisadores e estudantes da Universidade Federal de Rondônia (Unir).
O trabalho envolve o acompanhamento dos animais, a proteção das áreas de desova e o desenvolvimento de estratégias de manejo voltadas à manutenção das populações naturais e já coletou dados biométricos de aproximadamente 360 fêmeas, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a biologia e a reprodução da espécie, permitindo relacionar informações dos animais monitorados às condições dos ninhos e às variações do nível do rio. A participação acadêmica também fortalece a formação de profissionais e aproxima a pesquisa científica das práticas de conservação da fauna silvestre. O monitoramento de longo prazo permite acompanhar mudanças nos períodos reprodutivos, aprimorar as estratégias de manejo e subsidiar ações de conservação da tartaruga-da-Amazônia, considerada o maior quelônio de água doce da América do Sul.
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a conservação da biodiversidade é fortalecida por ações de monitoramento e proteção da fauna silvestre em Unidades de Conservação. “As ações de conservação da biodiversidade protegem o patrimônio natural de Rondônia. O monitoramento da tartaruga-da-Amazônia no Parque Estadual Corumbiara demonstra a importância da parceria entre instituições e da pesquisa científica para preservar nossas espécies e garantir a conservação dos ecossistemas para as futuras gerações”, salientou.

O trabalho envolve o acompanhamento dos animais e a proteção das áreas de desova
De acordo com o coordenador da CUC, Daniel Santos de Souza, historicamente, a exploração excessiva de adultos e ovos contribuiu para a redução das populações de quelônios amazônicos. “Atualmente, um dos principais desafios à conservação da tartaruga-da-Amazônia no Parque Estadual Corumbiara é a variação do nível do Rio Guaporé, já que a elevação das águas pode inundar praias e ninhos, comprometendo o desenvolvimento dos ovos e o sucesso reprodutivo. Desde 2023, o monitoramento registra alterações no período de desova e riscos associados à subida das águas, reforçando a importância do acompanhamento contínuo das condições ambientais”, destacou.
Segundo o secretário da Sedam, Marco Antonio Lagos, a parceria entre os órgãos envolvidos evidencia a importância da cooperação institucional para a proteção da biodiversidade amazônica. Durante as atividades de monitoramento, os estudantes e técnicos participam de procedimentos de pesquisa em campo, incluindo a coleta de materiais biológicos, realiza monitoramento dos ninhos, pesagem e contagem dos ovos e aferição de temperatura, além do levantamento de dados biométricos, como medidas da carapaça e da parte inferior do casco e o peso dos animais. Após a identificação e o registro, as tartarugas recebem microchips para identificação individual e são devolvidas ao ambiente natural, conforme os procedimentos técnicos adotados”, ressaltou.
Fonte
Texto: Adenilson Florentino
Fotos: Assessoria Sedam
Secom - Governo de Rondônia
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