
Iniciativa “Diálogos com as Juventudes” promoveu debates sobre equidade étnico-racial e cidadania digital em escolas públicas de Porto Velho e Ariquemes.
PORTO VELHO, RO - O Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJRO) ganhou destaque nacional na 7ª edição do Boletim Informativo Olhares Plurais, elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A publicação trouxe como tema central a iniciativa "Diálogos com as Juventudes", projeto que visa aproximar o Poder Judiciário da comunidade escolar, promovendo o debate sobre direitos fundamentais e o papel da Justiça na sociedade diretamente com estudantes do ensino médio. Em Rondônia, as ações marcaram a chegada do projeto à região Norte do país, impactando alunos da rede pública com metodologias inovadoras e escuta sensível.
A primeira ação no estado ocorreu no dia 6 de novembro de 2025, em Porto Velho, com a realização da quinta edição da oficina no Colégio Estadual Murilo Braga. A atividade foi conduzida pelas magistradas do TJRO e da Escola da Magistratura de Rondônia (Emeron), Fabíola Cristina Inocêncio e Úrsula Gonçalves Theodoro de Faria Souza. Na oportunidade, para abordar o subtema da equidade étnico-racial, utilizou-se como referência uma fotografia do projeto Amazônia Negra, da fotógrafa negra e moradora da cidade, Marcela Bonfim, o que contribuiu para uma mediação sensível e acolhedora. As magistradas também compartilharam suas próprias trajetórias de vida, fortalecendo a aproximação com os estudantes.
Na sequência, no dia 7 de novembro de 2025, o projeto chegou ao município de Ariquemes, onde a sexta edição da oficina foi realizada na Escola Heitor Villa-Lobos. A facilitação ficou a cargo das juízas Ana Lúcia Mortari e Fani Angelina de Lima, também integrantes do TJRO e da Emeron. Com o subtema focado na cidadania digital, a dinâmica foi ampliada de forma lúdica e crítica com a introdução de imagens do meme cake or fake (bolo ou falso, em português). A atividade incluiu um conteúdo falso relacionado às terras indígenas na região, estimulando um debate aprofundado sobre desinformação.
O boletim do CNJ destacou que, durante a realização de todas as oficinas pelo país, a equidade étnico-racial emergiu como o tema de maior impacto emocional e reflexivo. Nas etapas de Cuiabá, Vitória e Porto Velho, em que o assunto foi central, observou-se uma participação mais intensa das turmas, com estudantes compartilhando experiências pessoais de racismo e discriminação.
A utilização de referências culturais próximas à realidade dos jovens facilitou essa identificação, a exemplo da fotografia do projeto Amazônia Negra, em Porto Velho. Como resultado, os alunos não apenas compreenderam conceitos jurídicos fundamentais, como racismo estrutural e injúria racial, mas conseguiram articulá-los com clareza a partir de suas vivências cotidianas.
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Fonte: Assessoria de Comunicação Institucional
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