O carnavalesco afirma ter participado do carnaval durante praticamente toda a sua vida. “Tenho 88 anos de carnaval. Nasci pulando”, brincou.
PORTO VELHO, RO - Aos 88 anos, o músico, compositor e carnavalesco Valdemir Pinheiro da Silva, conhecido carinhosamente como Mestre Bainha, celebrou o aniversário da maneira que mais combina com sua história: cercado de amigos, familiares, músicos e, principalmente, embalado por muito samba. A comemoração aconteceu na última quinta-feira, durante o evento “Quinta da Santa”, no Bar Calixto, em Porto Velho, em uma noite marcada pela alegria, emoção e pelas lembranças de uma vida inteira dedicada ao carnaval e à cultura popular.
Com um sorriso no rosto e a emoção de quem carrega décadas de histórias, Mestre Bainha resumiu o significado da celebração.
“Graças a Deus, 88 anos e uma belíssima roda de samba, que é de onde eu vim, de onde eu sou e de onde eu estou. Vou ficar, eternizar e tudo. É abraçar os amigos que vieram prestigiar”, afirmou.
Para ele, a festa também foi uma oportunidade de agradecer a todos que fizeram parte de sua trajetória. Mestre Bainha fez questão de destacar a presença dos grupos de samba e dos amigos que foram comemorar ao seu lado.
“Às vezes a gente fica até sem palavras para agradecer por esses momentos tão belíssimos, tão lindos”, declarou.
Uma vida inteira no carnaval
Quando o assunto é carnaval, Mestre Bainha não fala apenas como espectador. Ele é um dos personagens que ajudaram a construir a história do samba em Porto Velho.
O carnavalesco afirma ter participado do carnaval durante praticamente toda a sua vida. “Tenho 88 anos de carnaval. Nasci pulando”, brincou.
Mestre Bainha é reconhecido como um dos pioneiros do samba na capital rondoniense e fundador da primeira escola de samba de Porto Velho, Os Diplomatas, criada em 4 de novembro de 1958. A escola permanece viva até hoje e se aproxima de sete décadas de história.
Ao longo dos anos, Mestre Bainha também participou da fundação de outras escolas de samba, entre elas Mocidade Independente do Km 1, Castanheira e Unidos Nova Porto Velho. Sua atuação ultrapassou os limites da capital, chegando também a Ji-Paraná, onde ajudou a fundar a escola Vale do Rio Guaporé.
Além das escolas, Mestre Bainha também deixou sua marca nos blocos carnavalescos. Em 1959, fundou o bloco Só Vai Quem Bebe, que marcou época no carnaval de Porto Velho.
Mistura Fina e a história da Usina de Samuel
Outra história contada por Mestre Bainha envolve a chegada de trabalhadores para a construção da Usina Hidrelétrica de Samuel. Segundo ele, muitos sambistas ligados a grandes escolas do carnaval carioca, como Portela, Mangueira, Salgueiro e Caprichosos de Pilares, chegaram a Porto Velho.
Foi nesse contexto que Mestre Bainha foi procurado para ajudar na organização de um novo bloco. Em 1983, nasceu o Mistura Fina, que, segundo ele, continua mantendo a tradição e costuma desfilar no dia 31 de dezembro.
“Só sai dia 31 de dezembro. É tradição”, destacou.
Compositor de dezenas de sambas
A trajetória de Mestre Bainha também é marcada pela composição. O músico conta que possui dezenas de sambas escritos e que ainda guarda cerca de 80 músicas que pretende gravar.
Durante muitos anos, a falta de gravadoras em Porto Velho dificultou o registro de suas obras. Mesmo assim, ele conseguiu gravar algumas composições no Rio de Janeiro e outras em Manaus, onde encontrou uma estrutura voltada à produção de samba.
A relação de Mestre Bainha com a música também passa por uma paixão que ele faz questão de declarar: a Portela.
“Sou portelense doente. Amo a Portela assim como eu me amo. É o meu mundo, o samba e a Portela”, afirmou emocionado.
Mestre Bainha e a Portela: duas histórias que caminham juntas
Na comemoração dos 88 anos, Mestre Bainha também fez questão de estabelecer uma relação simbólica entre sua idade e a história da escola de coração.
“Esses 88 anos também são uma homenagem à minha querida Portela, que fez 103 anos, e eu estou fazendo 88. Isso para mim é uma virtude, é tudo”, declarou.
Mais do que uma escola de samba, a Portela representa para Mestre Bainha uma parte essencial de sua identidade e de sua trajetória como sambista.
Um legado que atravessa gerações
Ao longo de sua caminhada pelo carnaval de Porto Velho, Mestre Bainha também esteve ligado a diversas escolas e agremiações. Segundo ele, por onde passou, ajudou a construir histórias de vitória.
Ele cita, entre outros momentos, a contribuição para a escola São Paulo do Cariri e a participação na história do Asfaltão, tradicional escola de samba de Porto Velho, localizada nas proximidades do local onde ocorreu a comemoração.
“Em todas as escolas que eu passei, eu fui e dei campeonato. Aqui também, onde nós estamos, ao lado, é o Asfaltão, uma escola de samba bem-sucedida. Só ela eu dei três campeonatos”, lembrou.
Mestre Bainha também afirma ter ajudado na fundação da Banda do Vai Quem Quer, outro importante símbolo do carnaval de Porto Velho.
“Nunca deixei Porto Velho sem carnaval”
A frase resume o sentimento de Mestre Bainha em relação à cidade onde construiu sua vida e sua história.
“Eu nunca deixei minha cidade de Porto Velho sem carnaval. Até hoje está aí”, afirmou.
E talvez seja justamente essa a maior marca deixada pelo aniversariante: a certeza de que sua trajetória se mistura à própria história do carnaval portovelhense.
Aos 88 anos, Mestre Bainha continua cantando, compondo, contando histórias e, principalmente, mantendo viva a chama do samba.
Na noite de seu aniversário, no Bar Calixto, não faltaram motivos para comemorar. Houve samba, abraços, amigos, família, música e muita emoção.
Porque, para Mestre Bainha, o carnaval não é apenas uma festa que acontece uma vez por ano. É uma vida inteira. É memória, identidade e paixão.
E aos 88 anos, o homem do carnaval continua sambando — com a mesma alegria de quem, como ele próprio diz, “nasceu pulando”.
Mestre Bainha e a Portela: duas histórias que caminham juntas
Na comemoração dos 88 anos, Mestre Bainha também fez questão de estabelecer uma relação simbólica entre sua idade e a história da escola de coração.
“Esses 88 anos também são uma homenagem à minha querida Portela, que fez 103 anos, e eu estou fazendo 88. Isso para mim é uma virtude, é tudo”, declarou.
Mais do que uma escola de samba, a Portela representa para Mestre Bainha uma parte essencial de sua identidade e de sua trajetória como sambista.
Um legado que atravessa gerações
Ao longo de sua caminhada pelo carnaval de Porto Velho, Mestre Bainha também esteve ligado a diversas escolas e agremiações. Segundo ele, por onde passou, ajudou a construir histórias de vitória.
Ele cita, entre outros momentos, a contribuição para a escola São Paulo do Cariri e a participação na história do Asfaltão, tradicional escola de samba de Porto Velho, localizada nas proximidades do local onde ocorreu a comemoração.
“Em todas as escolas que eu passei, eu fui e dei campeonato. Aqui também, onde nós estamos, ao lado, é o Asfaltão, uma escola de samba bem-sucedida. Só ela eu dei três campeonatos”, lembrou.
Mestre Bainha também afirma ter ajudado na fundação da Banda do Vai Quem Quer, outro importante símbolo do carnaval de Porto Velho.
“Nunca deixei Porto Velho sem carnaval”
A frase resume o sentimento de Mestre Bainha em relação à cidade onde construiu sua vida e sua história.
“Eu nunca deixei minha cidade de Porto Velho sem carnaval. Até hoje está aí”, afirmou.
E talvez seja justamente essa a maior marca deixada pelo aniversariante: a certeza de que sua trajetória se mistura à própria história do carnaval portovelhense.
Aos 88 anos, Mestre Bainha continua cantando, compondo, contando histórias e, principalmente, mantendo viva a chama do samba.
Na noite de seu aniversário, no Bar Calixto, não faltaram motivos para comemorar. Houve samba, abraços, amigos, família, música e muita emoção.
Porque, para Mestre Bainha, o carnaval não é apenas uma festa que acontece uma vez por ano. É uma vida inteira. É memória, identidade e paixão.
E aos 88 anos, o homem do carnaval continua sambando — com a mesma alegria de quem, como ele próprio diz, “nasceu pulando”.
Tags:
Destaque