Jornalista, poeta e compositor popular foi destaque na “Quinta da Santa”, tradição criada pelo saudoso músico Mapalo Mello e que permanece viva todas as quintas-feiras
Texto e fotos: Marcelo Gladson/CADERNO DESTAQUE
PORTO VELHO, RO — “Há 35 anos que eu não canto, mas, como hoje é um dia especial, eu não posso dizer não pra Santa”, declarou o homenageado da noite, o jornalista, poeta e compositor popular Adaides Batista dos Santos, conhecido carinhosamente como Dadá, durante a “Quinta da Santa”, realizada na noite de quinta-feira (27), no tradicional Bar do Calixto, em Porto Velho.
Durante sua fala, Dadá também fez questão de relembrar a origem da “Quinta da Santa” e prestar uma homenagem ao músico Mapalo Mello, já falecido, apontado como o idealizador do projeto que se transformou em uma tradição cultural de Porto Velho.
PORTO VELHO, RO — “Há 35 anos que eu não canto, mas, como hoje é um dia especial, eu não posso dizer não pra Santa”, declarou o homenageado da noite, o jornalista, poeta e compositor popular Adaides Batista dos Santos, conhecido carinhosamente como Dadá, durante a “Quinta da Santa”, realizada na noite de quinta-feira (27), no tradicional Bar do Calixto, em Porto Velho.
Durante sua fala, Dadá também fez questão de relembrar a origem da “Quinta da Santa” e prestar uma homenagem ao músico Mapalo Mello, já falecido, apontado como o idealizador do projeto que se transformou em uma tradição cultural de Porto Velho.
Leia, proprietária do Calixto, fez a entrega da homenagem ao querido Dadá
Segundo Dadá, foi Mapalo Mello quem criou a iniciativa no Bar do Calixto. O projeto permanece vivo até os dias atuais, reunindo artistas, músicos, poetas e amantes da cultura todas as quintas-feiras. A lembrança emocionou a noite e reforçou a importância de preservar a memória daqueles que contribuíram para a construção da cena cultural da capital.
Através do Decreto nº 21.191, de 24 de julho de 2025, o Bar do Calisto é reconhecido como um tradicional espaço de manifestações culturais em Porto Velho, fortalecendo sua importância como ponto de encontro e resistência da cultura local.
Dadá é um dos fundadores dos movimentos culturais afro-brasileiros “Alma Negra”, em Manaus, e “Cabeça de Negro”, em Porto Velho. Ao longo de sua trajetória, também se destacou como militante da luta pela igualdade racial e como um dos nomes ligados à preservação da memória cultural de Rondônia.
Na literatura, publicou os livros “Sobras da Noite” e “21 Poemas Blues e Uma Canção Beradeira”. É também membro efetivo da Academia de Letras de Rondônia (ACLER).
Como jornalista, Dadá fez da palavra um instrumento de registro e interpretação da realidade. Sua trajetória reúne três dimensões que se complementam: o jornalista que observa e registra, o poeta que transforma experiências em versos e o compositor que devolve essas experiências à comunidade por meio da música.
A homenagem realizada na “Quinta da Santa” celebrou não apenas a trajetória de Dadá, mas também a história de uma manifestação cultural que resiste ao tempo. Ao lembrar Mapalo Mello e voltar a cantar depois de 35 anos, o homenageado ajudou a conectar passado e presente em uma noite marcada pela música, poesia, memória e valorização da cultura de Porto Velho.
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