Samuel Costa detalha projeto para governar Rondônia e faz críticas à gestão pública e às privatizações

Samuel Costa detalha projeto para governar Rondônia e faz críticas à gestão pública e às privatizações


Samuel Costa apresenta propostas para educação, saúde, segurança e desenvolvimento em entrevista ao programa Repórter do Povo

Texto e foto: Marcelo Gladson

PORTO VELHO (RO) –
O pré-candidato ao Governo de Rondônia pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), Samuel Costa, participou de uma entrevista ao programa Repórter do Povo, da Rádio Rio Madeira FM 105,9 MHz, apresentado pelo jornalista Edmilson Silveira. Durante uma horas de conversa, o advogado, jornalista e cientista político apresentou sua trajetória de vida, defendeu propostas para diversas áreas da administração pública e fez críticas à atual condução de políticas estaduais e federais que impactam Rondônia.

Natural de Porto Velho, Samuel afirmou que nasceu no bairro Nacional, é filho de professores e teve sua formação baseada na educação pública. Ele relembrou a infância, os estudos, a aprovação precoce no vestibular e destacou que sua história reforça sua convicção de que a educação é o principal instrumento de transformação social.

Entre as propostas para o setor, o pré-candidato defendeu a implantação gradual da educação em tempo integral em Rondônia, inspirada no modelo desenvolvido pelo Ceará. Segundo ele, a política deve ser permanente, independentemente do governo de plantão, além da ampliação da educação bilíngue e da valorização dos profissionais do magistério.

Na segurança pública, Samuel afirmou que pretende fortalecer o efetivo das forças policiais, ampliar os investimentos em inteligência e valorizar os servidores da área. Segundo ele, sua chapa conta com o sargento PM Machado como pré-candidato a vice-governador justamente para aproximar a futura gestão das demandas da categoria.

O pré-candidato também defendeu a devolução de policiais militares atualmente cedidos a outros Poderes para reforçar o policiamento ostensivo, além da solicitação de apoio da Força Nacional para atuação temporária nas regiões de fronteira enquanto novos concursos públicos forem realizados.

Ao abordar a saúde pública, Samuel apresentou como principal proposta a adaptação da estrutura inacabada da antiga sede da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Porto Velho, para ampliar a capacidade hospitalar do Estado. Segundo ele, a unidade funcionaria como um anexo do Hospital João Paulo II, aumentando a oferta de leitos clínicos, UTIs, centros cirúrgicos e atendimentos especializados.

Além da ampliação da estrutura física, o pré-candidato defendeu o pagamento do piso nacional da enfermagem incorporado ao vencimento básico, melhores condições de trabalho para os profissionais da saúde e a realização de concursos públicos regionalizados, permitindo que servidores permaneçam nas regiões onde forem aprovados.

Samuel também criticou o modelo de terceirização de serviços hospitalares por meio de Organizações Sociais (OS), defendendo que o Estado fortaleça sua própria estrutura, embora admita a contratação da iniciativa privada para a realização de exames especializados, desde que haja planejamento e redução das filas de espera.

Na área social, o pré-candidato afirmou que pretende manter programas considerados bem-sucedidos da atual gestão estadual, como o Prato Fácil e o Tchau Poeira. Segundo ele, ambas as iniciativas devem ser ampliadas para alcançar um número maior de famílias em situação de vulnerabilidade e municípios do interior.

Durante a entrevista, Samuel também apresentou críticas à situação da segurança pública, da saúde e da infraestrutura estadual, defendendo maior valorização dos servidores públicos, realização de concursos e fortalecimento dos serviços essenciais.

Ao comentar a administração municipal de Porto Velho, o pré-candidato questionou o planejamento financeiro relacionado à criação da Guarda Civil Municipal, argumentando que o número inicial de vagas seria insuficiente para atender às demandas da capital e que a medida poderá gerar impacto futuro nas contas públicas.

Outro tema abordado foi a política econômica. Samuel reafirmou ser contrário à privatização de setores considerados estratégicos, como saneamento básico, energia elétrica e infraestrutura. Também criticou a concessão da BR-364 e a implantação de pedágios, defendendo maior atuação dos representantes de Rondônia no Congresso Nacional durante as discussões envolvendo obras e concessões federais.

Na avaliação do pré-candidato, deputados federais, senadores e deputados estaduais também devem ser responsabilizados pela defesa dos interesses de Rondônia, especialmente em temas relacionados à infraestrutura, saúde e desenvolvimento regional.

Ao final da entrevista, Samuel Costa fez um apelo para que os eleitores participem conscientemente das eleições de 2026, afirmando que o voto representa o principal instrumento democrático de transformação social.

Segundo ele, independentemente do resultado das urnas, pretende contribuir para elevar o nível do debate político em Rondônia, apresentando propostas e discutindo soluções para os desafios enfrentados pelo Estado.

A entrevista foi concedida ao programa Repórter do Povo, da Rádio Rio Madeira FM 105,9 MHz, sob apresentação do jornalista Edmilson Silveira.



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