“Recurso é mínimo”: Partido Missão aposta em vaquinhas e dinheiro próprio para bancar campanhas em 2026

“Recurso é mínimo”: Partido Missão aposta em vaquinhas e dinheiro próprio para bancar campanhas em 2026


Presidente regional da legenda, Cleidson Moura da Silva, afirma que partido terá cerca de R$ 2,5 milhões para todo o país e diz que candidatos precisarão recorrer a doações e redes sociais

Texto e foto: Marcelo Gladson

PORTO VELHO, RO -
Com uma estrutura financeira considerada limitada para enfrentar as eleições de 2026, o Partido Missão pretende apostar em uma campanha baseada em doações, vaquinhas virtuais e recursos próprios dos candidatos. A estratégia foi revelada pelo presidente do diretório regional da legenda em Rondônia e representante do Movimento Brasil Livre (MBL) no estado, Cleidson Moura da Silva.

Em entrevista, Cleidson afirmou que o partido terá aproximadamente R$ 2,5 milhões para todo o país, valor que, segundo ele, será destinado a mais de mil candidaturas. Diante desse cenário, o dirigente reconhece que os recursos serão insuficientes para financiar uma campanha tradicional e defende a participação direta dos apoiadores.

“O recurso é mínimo. São R$ 2,5 milhões para todo o país, para mais de mil candidaturas”, afirmou.

Segundo Cleidson, a maior parcela dos recursos deverá ser destinada às candidaturas femininas, enquanto os candidatos homens terão acesso a valores menores.

“Todos os nossos candidatos têm vaquinhas abertas”

Sem contar, até o momento, com uma estrutura robusta de financiamento público, o Partido Missão decidiu incentivar seus candidatos a buscar recursos diretamente com apoiadores.

“Estamos nos pautando principalmente em doações. Todos os nossos candidatos têm vaquinhas abertas e estão recebendo doações. Quem puder contribuir, pode fazer sua doação”, declarou.

Para o dirigente, a arrecadação por meio de plataformas digitais será uma das alternativas encontradas pelos candidatos para custear despesas durante a campanha eleitoral.

A estratégia também inclui o uso de recursos pessoais. Cleidson afirma que os próprios candidatos estão disponibilizando veículos, computadores e internet para produzir vídeos e outros materiais de divulgação.

“Usamos nossos próprios veículos, nossas próprias conexões de internet e nossos computadores para editar vídeos e produzir o nosso material de campanha”, explicou.

Redes sociais serão principal ferramenta de campanha

Com pouco dinheiro para investir em estruturas tradicionais de campanha, o Partido Missão pretende transformar as redes sociais em uma das principais ferramentas para alcançar o eleitorado.

De acordo com Cleidson, os candidatos da legenda mantêm uma produção constante de conteúdo e utilizam as plataformas digitais para apresentar propostas e posicionamentos políticos.

“Todos os nossos candidatos têm redes sociais muito ativas e uma produção constante de conteúdo”, afirmou.

Na avaliação do dirigente, o modelo permite que os candidatos mantenham contato direto com os eleitores e reduzam os custos de produção e divulgação.

Partido busca espaço entre os jovens

Cleidson também destacou o crescimento do Partido Missão no cenário nacional. Segundo ele, a legenda já ultrapassou a marca de 20 mil filiados em todo o Brasil, número que considera expressivo para uma sigla recente.

O presidente regional disse ainda que o partido vem conquistando espaço entre os eleitores mais jovens, especialmente entre integrantes da chamada Geração Z.

“Se você tem menos de 30 anos e está filiado a um partido, muito provavelmente está filiado ao Missão”, afirmou.

Apesar de não apresentar números específicos sobre o total de filiados em Rondônia, Cleidson avalia que a legenda vem ampliando sua presença no estado e deverá participar ativamente da disputa eleitoral de 2026.

Kim Kataguiri é citado como elo nacional

O dirigente também mencionou o deputado federal Kim Kataguiri, que passou a integrar o Partido Missão, como uma das principais figuras da legenda no Congresso Nacional.

Segundo Cleidson, a presença do parlamentar representa um importante elo do partido com a estrutura política nacional e com os recursos públicos destinados às agremiações partidárias.

O presidente regional afirma que, por ser uma legenda recente, o Partido Missão ainda enfrenta limitações no acesso aos recursos públicos e, por isso, deverá manter uma campanha baseada em mobilização, doações e engajamento digital.

A estratégia anunciada pela direção regional coloca o Partido Missão diante de um desafio: disputar as eleições de 2026 com uma estrutura financeira menor que a de siglas tradicionais, mas apostando na força das redes sociais, na mobilização dos apoiadores e no crescimento da legenda entre o eleitorado jovem.



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