Audiência sobre tarifa de 25% dos EUA contra o Brasil começa hoje

Audiência sobre tarifa de 25% dos EUA contra o Brasil começa hoje


Representantes do setor produtivo brasileiro e americano participam de debates em Washington para tentar evitar ou reduzir as sobretaxas propostas pelo USTR. A decisão final do governo dos Estados Unidos está prevista para 15 de julho. © Chip Somodevilla/Getty Images

PORTO VELHO, RO -
Representantes de empresas, associações e entidades do Brasil e dos Estados Unidos participam, a partir desta segunda-feira (7), de uma audiência pública em Washington para discutir a proposta de aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. O encontro, considerado decisivo pelo setor produtivo, começa às 11h (horário de Brasília) e antecede a decisão final do governo americano, prevista para 15 de julho.

As sobretaxas foram recomendadas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), após uma investigação baseada na Seção 301 da legislação comercial americana. Entre os argumentos apresentados pelo órgão estão supostas distorções relacionadas ao Pix, acordos comerciais preferenciais, etanol, combate ao desmatamento, corrupção e proteção à propriedade intelectual.

A audiência será realizada ao longo de dois dias e contará com 14 painéis. Metade das apresentações acontece nesta segunda-feira e a outra metade na terça-feira (8). Cada participante terá cinco minutos para expor argumentos técnicos sobre os impactos que a medida pode provocar em sua cadeia produtiva. Após as apresentações, representantes do USTR poderão fazer perguntas aos participantes.

O processo foi aberto no mês passado. Os interessados precisaram solicitar participação até 22 de junho e enviar manifestações por escrito até 1º de julho, documentos que servirão de base para os debates desta semana.

Para o setor privado brasileiro, a audiência representa a última oportunidade de tentar convencer o governo dos Estados Unidos a rever ou flexibilizar as tarifas antes da decisão definitiva.

Entre os participantes estão representantes do agronegócio brasileiro e compradores americanos, segmento considerado um dos mais afetados pelas novas taxas. Também devem apresentar argumentos entidades da indústria, como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais (Sindifer) e o Centrorochas, que representa o setor de rochas naturais.

A expectativa é que as manifestações desta semana sejam levadas em consideração pelo governo americano antes da definição sobre a adoção das tarifas.

Fonte: Notícias ao Minuto



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