
Rogério Gago da Silva, conhecido como "Tigrão", e Reginaldo Corrêa de Lima, o "Negão do Redano"
Porto Velho (RO) – Os presos durante a operação que investiga um suposto esquema de corrupção na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) passaram por audiência de custódia nesta quinta-feira. Em vídeo divulgado após a prisão, Rogério Gago da Silva, conhecido como "Tigrão", e Reginaldo Corrêa de Lima, o "Negão do Redano", aparecem usando as roupas do Sistema Prisional de Rondônia enquanto aguardavam os procedimentos judiciais.
Rogério Gago da Silva, apontado como um dos homens de maior influência da Assembleia Legislativa de Rondônia, exercia o cargo de secretário-geral da ALE-RO e foi preso em sua residência, em Porto Velho. Já Reginaldo Corrêa de Lima, conhecido como "Negão do Redano", atuava como segurança.
A audiência de custódia é o procedimento em que toda pessoa presa em flagrante ou por ordem judicial é apresentada a um juiz, que analisa a legalidade da prisão, verifica se houve irregularidades durante a detenção e decide se o investigado permanecerá preso, será colocado em liberdade ou terá outra medida cautelar aplicada.
Operação investiga fraude em licitações e esquema de "rachadinha"
A operação apura a suposta prática dos crimes de fraude em licitações, peculato, lavagem de capitais e associação criminosa.
Uma das principais linhas de investigação aponta para um possível esquema de "rachadinha", em que recursos públicos teriam sido desviados por meio das contas bancárias de servidores comissionados da Assembleia Legislativa de Rondônia.
Justiça determina afastamento de servidores
Além das prisões, a Justiça autorizou o afastamento de 11 servidores públicos e o cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão nas cidades de Porto Velho (RO), Ariquemes (RO) e Manaus (AM).
Durante a operação, equipes recolheram documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que poderão auxiliar no andamento das investigações.
Investigação começou após alerta do COAF
As investigações tiveram início em 2024, após relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) identificarem movimentações financeiras consideradas atípicas e incompatíveis com a renda declarada de pessoas ligadas ao grupo investigado.
O material produzido pelo COAF serviu de base para o aprofundamento das investigações, que culminaram na operação policial e nas medidas judiciais cumpridas nesta semana.
As investigações continuam, e os envolvidos terão direito à ampla defesa e ao contraditório durante o andamento do processo. Até eventual condenação definitiva, todos são considerados inocentes, conforme determina a Constituição Federal.
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