A vereadora direcionou suas críticas a setores da administração que buscam reduzir gastos em gratificações irrisórias, enquanto ignoram outros setores da folha de pagamento. Foto do jornalista Marcelo Gladson/CADERNO DESTAQUE
PORTO VELHO – Em pronunciamento contundente durante a sessão na Câmara Municipal, a vereadora Ellis Regina subiu à tribuna para cobrar posicionamentos oficiais do Executivo Municipal sobre as pautas de reivindicações dos servidores públicos. A parlamentar destacou que o prazo final para uma resposta da Prefeitura encerra-se nesta quinta-feira, coincidindo com o fechamento do Relatório de Gestão Fiscal (RGF).
Representando o sentimento de diversas categorias e entidades sindicais — como o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindep), Sintero, Sindel e SImero — a vereadora enfatizou que o funcionalismo aguarda propostas favoráveis, especialmente após o cumprimento do período de planejamento orçamentário da gestão.
Defesa de Gratificações e Direitos Adquiridos
Ellis Regina, que também é presidente do Sindeprof, manifestou estranheza e indignação diante de recentes pareceres de órgãos de controle interno que sugerem a retirada de gratificações de servidores da linha de frente. Um dos casos citados foi o de motoristas de ambulância do interior, que desempenham funções multifacetadas no atendimento à saúde.
"Esses servidores não são apenas motoristas; são técnicos em enfermagem, enfermeiros e, muitas vezes, assumem papéis cruciais no socorro médico. Se retirarem essa gratificação, eles não terão autonomia nem obrigação de conduzir os veículos. Estão prontos para entregar as chaves, e eu os apoiarei", afirmou a vereadora.
A parlamentar relembrou sua luta histórica para que a Controladoria Geral do Município (CGM) fosse composta por servidores de carreira, visando a imparcialidade técnica, mas lamentou que o órgão esteja sendo usado para "fazer lobby" e sugerir cortes em folhas de pagamento que atingem justamente os menores salários.
Críticas ao Corte de Auxílio-Doença
Outro ponto sensível tocado pela vereadora foi o caso de um auxiliar de serviços gerais que teve benefícios retirados após entrar em auxílio-doença. Ellis classificou a medida como desumana.
"Retirar trezentos reais de quem está doente e mais precisa é inadmissível. Esse valor pode não ser nada para quem decide o corte, mas é o sustento de quem trabalha. Sou a voz do servidor nesta Casa e não vou permitir que benefícios conquistados desde 2010 sejam subtraídos em detrimento de qualquer gestão", pontuou.
Apelo ao Executivo
A vereadora direcionou suas críticas a setores da administração que buscam reduzir gastos em gratificações irrisórias, enquanto ignoram outros setores da folha de pagamento. Ela expressou ainda a expectativa de que o Secretário Geral de Governo, Sérgio Paraguassu, não tenha conhecimento dessas ações, reiterando a confiança na postura de diálogo que ele sempre manteve com o serviço público.
Ao finalizar, Ellis Regina fez um comparativo amargo sobre a prioridade de investimentos, questionando a rapidez no envio de projetos que beneficiam outros setores enquanto o servidor de carreira, com décadas de serviço prestado, enfrenta dificuldades para manter seus direitos básicos.
Fonte: Assessoria
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