
PORTO VELHO, RO - O projeto Teia Judiciária, que promove a cultura de paz na escola por meio de técnicas de solução de conflitos como negociação, conciliação, mediação, além de métodos para uma comunicação não violenta, abriu nesta semana as atividades do calendário 2026, na Escola Flora Calheiros em Porto Velho.
A iniciativa da Corregedoria Geral da Justiça de Rondônia, realizada em colaboração com a Secretaria de Educação do Estado de Rondônia (Seduc), é coordenada pela Coordenadoria Psicossocial do 1º Grau e pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Conflitos, com o propósito de auxiliar os adolescentes a aprimorarem a expressão de seus sentimentos e aperfeiçoarem suas relações interpessoais.
“Desde 2022 nós temos esse projeto. E os relatos são muito bonitos, porque trazem uma transformação que vai muito além de saber mediar conflitos. Eles aprendem a expressar sentimentos, vulnerabilidades, formar uma rede de apoio, saber como dialogar de uma forma que gere transformação”, explicou a psicóloga da Coordenadoria Psicossocial Isabela Paludo.
Cerca de vinte estudantes, alguns já veteranos no projeto e a maior parte novata, compartilharam suas impressões sobre os impactos da metologia no cotidiano do ambiente escolar.
Eles são treinados, mediante a metodologia do projeto, como utilizar a comunicação não violenta nos conflitos cotidianos, da escola, em casa. “Nós praticamos muito com eles e também trazemos outros temas que podem agregar, como inteligência emocional, violência contra a mulher, bullying”, acrescentou a psicóloga.

Richard Vinicius, 18 anos
Eu comecei no Programa Teia Judiciária quando eu estava no primeiro ano, em 2023.Foi uma experiência incrível, porque eu não tinha noção de como seria a minha vida. Eu estava perdido no ensino médio, começando quase a entrar na fase adulta. Aí o “Teia” veio aqui para a Escola Flora Calheiros e mostrou o norte na minha vida. Eu era uma pessoa bastante explosiva. Com TEA, basicamente foi uma terapia para mim e eu carrego isso a minha vida toda. Eu melhorei minha oratória, entre outras coisas. Por isso eu terminei o ensino médio o ano passado, mas ainda continuo vindo no Teia.
Davi Souza Costa, 15 anos
Eu tive contato com a teia judiciária no passado, que eu era vice-líder da minha sala. Foi um aprendizado e tanto. E a gente está aqui para ajudar os novatos. Eu achei de inovador. Tem muito aprendizado, as pessoas são muito acolhedoras e é muito legal. Saber conversar, dialogar, entender o ponto de vista de cada pessoa é algo bom.
Amanda Oliveira de Souza, 16 anos
No começo eu fiquei um pouco envergonhado, porque eu não sou muito boa em comunicação, mas através da Teia Judiciária eu pude me soltar um pouco mais, dialogar, conversar. Sabendo dialogar, você pode ter alguém para conversar, saber expressar os seus problemas e é isso. E formar essa teia, né?
Adressa Nepomuceno de Aguiar, 16 anos
Foi meio que o conceito de ter a judiciária na escola, né? Pois ajuda a escola a resolver os conflitos, porque hoje em dia a escola tem muitas pessoas brigando, né? Aí eu achei legal e eu quis participar. Eu acho que para os que estão dentro do Teia Judiciária resolveu muita coisa. Ajudou a falar melhor, a se comunicar melhor com as pessoas. E a resolver os seus próprios conflitos.
Todo mundo fala, todo mundo se ajuda e a gente entende o lado de outras pessoas

Fonte: Assessoria de Comunicação Institucional
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