A decisão foi oficializada por meio de decreto assinado pelo governador Marcos José Rocha dos Santos, com efeitos a partir de 27 de março de 2026. No mesmo ato, o governo nomeou Wilton Junior Barros Medeiros para assumir a função, mantendo o cargo no mesmo nível hierárquico (CDS-17). Nos bastidores, porém, a saída de Chico Holanda já era considerada inevitável. Segundo apuração, ele demonstrava insatisfação desde o início da gestão no cargo. O principal motivo seria a falta de autonomia dentro da Secom. Apesar do posto de secretário adjunto, Holanda não participava das decisões estratégicas e teria sido sistematicamente excluído de discussões importantes.
Entre os pontos de maior atrito estão projetos recentes da comunicação institucional do governo, como a criação de novos formatos publicitários, incluindo “Eucatur Door” e “Appdoor”, além do aumento significativo de recursos destinados a produtoras. Holanda, de perfil mais alinhado aos veículos tradicionais, era contrário a essas iniciativas e defendia maior valorização da imprensa local, como TVs, rádios e sites.
"Quando o governador e seus secretários precisam de informar o povo, eles vão nos veículos de comunicação, não num adesivo de carro ou ônibus", defendia Chico Holanda.
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Pois o valor com os novos produtos chegam a quase R$ 1,5 milhões, (confira abaixo), um dos exemplos até a Rede Amazônica que é retransmite a Rede Globo em Rondônia foi cortada dos planos de mídias do Governo de Rondônia. E neste ano e 2026 o Governo de Rondônia não conseguiu implantar plano de mídia nos meses de janeiro e fevereiro, só conseguiu no mês de março, e ainda foi uma "xiadeira" geral em todo o Estado de Rondônia.___________________________________________________________________________________

Essa divergência não ficou apenas no campo interno. Nos últimos meses, a relação entre o Governo de Rondônia e os veículos de comunicação teria se deteriorado. Profissionais do setor apontam que os meios tradicionais vêm sendo colocados em segundo plano, o que gerou desconforto e críticas, especialmente entre emissoras de TV, rádios e portais de notícias.
Um exemplo que reforça esse cenário é o plano de mídia institucional vinculado à campanha “Importa Dez”, com orçamento planejado e aprovado de R$ 3.097.187,48. O volume de recursos e a forma de distribuição também teriam sido alvo de discordância dentro da própria secretaria. A exoneração publicada no Diário Oficial marca, portanto, não apenas a saída de um gestor, mas o reflexo de uma disputa de visões sobre os rumos da comunicação pública em Rondônia. De um lado, a aposta em novos formatos e estratégias; do outro, a defesa de modelos mais tradicionais e da valorização dos veículos já consolidados.
Agora, com a chegada de um novo nome para a função, a expectativa gira em torno de como ficará a condução da política de comunicação do governo e se haverá reaproximação com a imprensa local. Nos corredores, a leitura é simples: mais do que trocar peças, o governo precisará ajustar o discurso — e, talvez, a forma de se comunicar com quem informa a população.

Fonte: Observador
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