
O motivo: seu completo rompimento com seu vice, Sérgio Gonçalves, a quem Marcos Rocha se nega a entregar o Governo, alegando que foi traído pelo vice
PORTO VELHO, RO - É apenas questão de tempo, ouve-se nos bastidores da política, porque a decisão já teria sido tomada: o governador Marcos Rocha está se preparando para ingressar no PSD e assumir o comando regional do partido. Faltam apenas alguns detalhes e a data do anúncio da mudança. O que está combinado e deve se concretizar, embora é sempre bom alertar que as coisas da política podem mudar, mesmo depois de se dar certeza de tudo, é que o Governador permanecerá no cargo até o fim do mandato e que vai apoiar a candidatura do prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, como seu sucessor.
As conversações se arrastam há várias semanas. Elas foram coordenadas por um dos nomes mais experientes de Rondônia e exímio negociador político, o ex-senador Expedito Júnior, que concorrerá novamente em outubro, mas desta vez a uma vaga para a Câmara Federal. Outros detalhes já estariam acertados, inclusive com o aval de Marcos Rocha para a escolha do candidato à vice na chapa de Fúria.
Rocha, aliás, é um dos grandes prejudicados na eleição deste ano. Com chances reais de ocupar uma das vagas no Senado Federal; com possibilidades concretas de eleger sua esposa, a secretária Luana Rocha para a Câmara Federal e do irmão dele, Sandro Rocha, para a Assembleia, tanto o Governador quanto seus familiares não entram na disputa em outubro. O motivo: seu completo rompimento com seu vice, Sérgio Gonçalves, a quem Marcos Rocha se nega a entregar o Governo, alegando que foi traído pelo vice.
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