Everaldo Fogaça critica pedágio da BR-364, considerado o mais caro do Brasil, e alerta para impactos no custo de vida em Porto Velho

Everaldo Fogaça critica pedágio da BR-364, considerado o mais caro do Brasil, e alerta para impactos no custo de vida em Porto Velho


Vereadores Everaldo Fogaça (PSD), Marcos Combate (AGIR) e empresário Daniel Pitt Bull. Foto do jornalista Marcelo Gladson/CADERNO DESTAQUE

Porto Velho, RO
– O vereador Everaldo Fogaça (PSD) participou, no último sábado, de uma caminhada de conscientização contra os altos valores dos pedágios da Nova BR-364, rodovia que corta Rondônia e é considerada por especialistas e usuários uma das mais precárias do Brasil, apesar de ter um dos pedágios mais caros do país.

A mobilização reuniu profissionais liberais, servidores públicos e o empresário Daniel Pittbull, que percorreram cerca de 18 quilômetros, mesmo enfrentando chuva intensa e forte sol, saindo de Porto Velho até o primeiro ponto de pedágio, no município de Candeias do Jamari.
Pedágio elevado em rodovia precária

Durante o ato, Everaldo Fogaça destacou que a BR-364 apresenta pista simples, buracos, falta de acostamento e ausência de duplicação, cenário incompatível com os valores cobrados.

“Hoje, a cada 100 quilômetros, o usuário paga mais de R$ 20 em pedágio. Estamos falando de uma rodovia que está longe de oferecer condições adequadas. É um valor considerado entre os mais elevados do Brasil, cobrado em uma das rodovias mais precárias do país”, afirmou o vereador.
Reflexo direto no preço dos alimentos

Segundo Fogaça, os impactos da cobrança abusiva não ficam restritos aos motoristas. O custo elevado do pedágio já começa a afetar o bolso da população de Porto Velho.

Estimativas apresentadas durante o protesto indicam que os alimentos e materiais transportados pela BR-364 tiveram aumento médio de 5%, consequência direta do encarecimento do frete feito por carretas e caminhões.

“Tudo passa pela BR-364. Quando o transporte fica mais caro, o arroz, o feijão, o açúcar e outros produtos essenciais também sobem. Quem paga essa conta é o povo”, alertou.
Movimento simbólico, mas necessário

Mesmo reconhecendo que a caminhada não resolve o problema de forma imediata, o vereador ressaltou a importância do ato como forma de mobilização social.


“Sei que esse protesto não vai ser a solução, mas pelo menos fizemos a nossa parte, para encorajar outras pessoas e autoridades a aderirem a esse movimento que mexe diretamente com o povo portovelhense”, declarou Everaldo Fogaça.
Tráfego intenso e faturamento milionário

Levantamentos de setores ligados ao transporte mostram a dimensão do fluxo diário na BR-364:
Cerca de 2.500 carretas de soja por dia
Aproximadamente 1.500 caminhões com outras mercadorias
Média de 6 mil veículos de passeio diariamente

Esse movimento gera um faturamento estimado em R$ 6 milhões por dia com a cobrança dos pedágios.
Duplicação só daqui a anos

Outro ponto criticado pelos manifestantes é o prazo contratual. Pela concessão, a empresa responsável pela Nova BR-364 tem até sete anos para iniciar a duplicação da rodovia, enquanto a cobrança integral do pedágio já ocorre.

Para Fogaça, a equação é injusta. “Cobram como se fosse uma rodovia moderna e duplicada, mas entregam uma estrada antiga, perigosa e cheia de problemas”, resumiu.
Mobilização deve continuar

A caminhada reforça um movimento crescente de questionamento sobre a concessão da BR-364 em Rondônia. O vereador defende que a pressão popular é essencial para provocar mudanças.

“Sem mobilização, não há correção de rumos. A BR-364 é vital para Rondônia, e o povo não pode pagar o pedágio mais caro do Brasil em uma das piores rodovias do país”, concluiu.


Foto do jornalista Marcelo Gladson/CADERNO DESTAQUE

Foto do jornalista Marcelo Gladson/CADERNO DESTAQUE

Fonte: Observador





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