
Parlamentar do AGIR afirma haver indícios de uso político da agência e questiona viagem do prefeito à Europa; Portugal e Espanha ele pede comissão de investigação e prioridade na crise do lixo sólido. Foto Marcelo Gladson/CADERNO DESTAQUE
Porto Velho, RO — Em discurso na Câmara Municipal, o vereador Marcos Combate (AGIR) pediu a cassação do mandato do diretor-presidente da Agência Reguladora de Porto Velho, identificado como Oscar, e cobrou apuração sobre a viagem do prefeito à Europa. Segundo o vereador, há “fortes indícios” de participação de agentes públicos em ato político em Lisboa, ao lado da presidente nacional do Podemos, e suspeita de que a passagem do prefeito tenha sido paga pelo partido.
Principais acusações feitas pelo vereador
- Ato político no exterior: Combate afirma que o prefeito saiu do país, partindo de Belo Horizonte para Lisboa, para participar de um ato político, “não uma agenda oficial de interesse de Porto Velho”.
- Financiamento da viagem: o vereador diz haver indícios de que o Podemos teria custeado a passagem do prefeito, o que, se confirmado, configuraria irregularidade.
- Envolvimento do presidente da Agência Reguladora: segundo Combate, o presidente da agência teria participado de atividade político-partidária e “organizado nominatas” para 2026, o que violaria a legislação que veda atuação política a dirigentes de agência.
- Base legal citada: o vereador menciona a “Lei 1013/2025”, citando o artigo 13 e o artigo 2º como vedação à participação de dirigentes da agência em atos políticos.
- Pedido de investigação: o parlamentar protocolou requerimento para leitura em plenário, solicitando a abertura de comissão para apurar a conduta do presidente da Agência Reguladora.
- Crise do lixo sólido: Combate acusa a agência de “mentir” ao afirmar que a coleta de resíduos seria normalizada no fim de semana. Ele sustenta que bairros periféricos seguem sem atendimento adequado, com mau cheiro e acúmulo de lixo, enquanto áreas nobres estariam regularizadas.
- Questionamentos à conduta: o vereador cita denúncias de aproximação do presidente da agência com empresários e relembra episódio envolvendo a OAB, pedindo posicionamento da entidade. Ele também critica a gravação de vídeos e suposta pré-candidatura do dirigente.
O que pede o vereador
- Cassação do mandato do diretor-presidente da Agência Reguladora.
- Instalação imediata de comissão de investigação na Câmara.
- Transparência sobre a agenda e o custeio da viagem do prefeito.
- Fiscalização efetiva e urgência na normalização da coleta de resíduos sólidos em todos os bairros.
Contexto e próximos passos
- O requerimento de Marcos Combate, que é primeiro-secretário da Mesa Diretora, solicita leitura em plenário na próxima sessão.
- Caso aprovado, a Câmara poderá instaurar comissão para ouvir envolvidos, requisitar documentos e verificar eventuais violações à lei.
- A gestão municipal e a Agência Reguladora ainda não se manifestaram publicamente sobre as acusações no discurso. O espaço permanece aberto para posicionamentos.
Frases-chave do discurso
- “Não foi ato para Porto Velho; foi um ato político em Lisboa.”
- “Há fortes indícios de que a passagem do prefeito foi paga pelo Podemos.”
- “A agência reguladora não pode estar em evento político.”
- “Defendo a cassação do diretor-presidente por envolvimento em atos político-partidários.”
- “A crise do lixo sólido segue sem solução nos bairros mais vulneráveis.”
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Nota ao leitor: Este texto reproduz e destaca as declarações do vereador em plenário. As acusações citadas são de responsabilidade do autor do discurso e aguardam manifestação dos mencionados e eventuais apurações oficiais. Deseja que eu inclua um box de “linha do tempo” da crise do lixo e da viagem à Europa.
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