MP de Rondônia investiga possível “servidora fantasma” na Assembleia Legislativa; caso envolve silêncio e pistas incompletas

MP de Rondônia investiga possível “servidora fantasma” na Assembleia Legislativa; caso envolve silêncio e pistas incompletas


O promotor de Justiça Cláudio Colação Villarim, da 8ª Promotoria de Porto Velho - Foto do jornalista Marcelo Gladson / Caderno Destaque

Porto Velho, RO - Um movimento discreto, mas carregado de tensão, tomou forma no Diário Eletrônico do Ministério Público de Rondônia. A instituição abriu um procedimento preparatório para apurar a existência de uma possível “servidora fantasma” dentro da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia (ALE-RO) — um caso que chega cercado de lacunas, dúvidas e um silêncio que intriga.

A investigação foi instaurada por meio da Portaria nº 000127/2025, assinada pelo promotor de Justiça Cláudio Colação Villarim, da 8ª Promotoria de Porto Velho. O documento menciona apenas uma denúncia seca, direta e sem muitos detalhes: uma servidora que consta na folha, mas cuja atuação ninguém consegue localizar.


A pergunta que não quer calar: onde ela trabalha?

O Ministério Público recebeu a denúncia, mas encontrou um detalhe perturbador — não existe qualquer registro oficial que indique onde a servidora estaria lotada.

Nenhuma das alternativas surge nos autos:
Gabinete de deputado?
Área administrativa da Casa?
Presidência da ALE-RO?
Algum setor interno específico?
Nada. Absolutamente nada.
Essa ausência de informação é o ponto que acende o alerta vermelho. Como alguém pode exercer função pública quando não há indicação sequer do local de trabalho?


MP busca rastros e sinais de atividade

A promotoria agora tenta reconstruir o caminho dessa servidora. Entre os documentos que podem mudar o rumo da investigação estão:
-folhas de frequência, se existirem;
-registros de ponto;
-atos de designação;
-comprovantes de atividades;
-relatórios de chefias imediatas.
Cada papel pode revelar se existe uma servidora real por trás do nome — ou apenas um fantasma movimentando dinheiro público.
Caso pode escalar para um inquérito completo

Se a fase preliminar encontrar indícios sólidos, o procedimento será convertido em Inquérito Civil, abrindo portas para oitivas, inspeções e responsabilizações. O MP deixa claro que nada está descartado.
Uma névoa sobre a Assembleia

A denúncia não aponta autores, não descreve rotinas, não indica setores — apenas lança uma suspeita grave sobre a ALE-RO. E agora o Ministério Público tenta, passo a passo, preencher as lacunas desse quebra-cabeça.

Enquanto isso, paira no ar uma pergunta incômoda:
Há alguém sendo pago sem trabalhar — ou alguém tentando esconder a verdade?

O mistério está aberto. E o MP já está seguindo os rastros.


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