Justiça nega pela 3ª vez liberdade a empresário de Rondônia preso com barras de ouro em Roraima

Justiça nega pela 3ª vez liberdade a empresário de Rondônia preso com barras de ouro em Roraima

Empresário continua na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, o maior presídio de Roraima. Essa foi a maior apreensão de ouro já feita pela Polícia Rodoviária Federal em todo o país.


Polícia tenta descobrir origem de 143 kg de ouro apreendidos no norte do país

Porot Velho, RO - A Justiça negou, pela 3ª vez, o pedido de liberdade feito pela defesa do empresário rondoniense B. M. J., preso com 103 kg de ouro avaliados em R$ 61 milhões em Boa Vista (RR). Ele continua na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, o maior presídio de Roraima.

🔎Essa foi a maior apreensão do ouro registrada no país pela PRF. B. M. dirigia a caminhonete, onde também estavam a esposa e o filho de 9 meses, quando foi parado pela PRF.

Veja o vídeo abaixo:

https://g1.globo.com/fantastico/video/policia-tenta-descobrir-origem-de-143-kg-de-ouro-apreendidos-no-norte-do-pais-13830580.ghtml

O primeiro pedido de liberdade foi negado no início do mês pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). A defesa alegou que B. era responsável pelo sustento da família e que sua esposa, a blogueira Suzy Alencar, estava desempregada. No entanto, o juiz entendeu que as "condições pessoais" de B. não constituíam motivo suficiente para suspender a prisão preventiva.

Após essa decisão, os advogados recorreram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os principais argumentos apresentados foram de que B. é pai e possui uma criança que depende de seus cuidados em casa, além de que a penitenciária onde ele está preso tem um histórico de "extrema violência", com a presença de detentos perigosos, o que o coloca em situação de vulnerabilidade.


Veja mais detalhes do caso:

Por fim, o ministro Herman Benjamin apontou que o caso ainda estava em análise no TRF1 e o processo não tinha "nenhuma excepcionalidade" que justificasse a intervenção "prematura" do STJ. O pedido foi negado no dia 13 de agosto e publicado no Diário Oficial nesta segunda-feira (18).

No dia seguinte, os advogados de B. entraram com um novo pedido no TRF1. A decisão mais recente foi assinada pelo desembargador federal Marcus Vinicius Reis Bastos. Ele entendeu que a prisão preventiva decretada desde a audiência de custódia deve ser mantida para evitar novos crimes.

Ao solicitar o habeas corpus, a defesa argumentou que a prisão preventiva de B. foi decretada unicamente pelo fato de ele ter permanecido em silêncio sobre a origem e o destino do ouro, o que, segundo os advogados, seria ilegal.

No entanto, de acordo com o magistrado, a prisão foi mantida porque o caso não se trata apenas de transporte irregular de ouro. Envolve um valor elevado, risco de envolvimento com organizações criminosas e a necessidade de preservar a integridade da investigação.

O g1 entrou em contato com a defesa de B., mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Prisão em flagrante

B. M., dirigia a uma Hilux ano 2024, quando foi parado pela PRF na altura da ponte dos Macuxis, na BR-401, por volta de meio-dia.

Agentes suspeitaram de inconsistências na documentação apresentada por B. e decidiram fazer uma busca mais detalhada. Foi então que localizaram as barras de ouro escondidas parte no painel e em outros compartimentos do carro.

A defesa de B. informou em nota que ele é um "trabalhador que, como milhares de brasileiros, atua em atividades relacionadas ao setor mineral, que embora possam se desenvolver em áreas de tensão regulatória, são, para muitos, meio de subsistência e única alternativa de sobrevivência".

Fonte: G1-Rondônia

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