Em meio à tragédia no RS, Leite e deputado do PSOL discutem por orçamento destinado à Defesa Civil

Em meio à tragédia no RS, Leite e deputado do PSOL discutem por orçamento destinado à Defesa Civil

Matheus Gomes publicou nesta terça-feira que o investimento era de R$ 50 mil e foi rebatido pelo governador em coletiva: 'Aproveitamento político'

Porto Velho, Rondônia - Durante o enfrentamento da crise provocada pelas fortes chuvas que acometeram o Rio Grande do Sul deixando, até o momento, 21 mortos, o investimento estadual na Defesa Civil é o motivo de uma discussão entre o governador do estado, Eduardo Leite (PSDB), e um deputado estadual da oposição, Matheus Gomes (PSOL).

As rusgas entre os dois começaram logo pela manhã desta quarta-feira, quando o parlamentar publicou em seu perfil no X (antigo Twitter), a destinação de R$ 50 mil para o fundo estadual, afirmando que este seria o único investimento de Leite para a área.

Em coletiva, durante a tarde, o governador rebateu as críticas:

— Infelizmente, nesse momento, acabam se prestando ao aproveitamento político para tentar fustigar figuras. Muita gente vem fazendo críticas ao que o estado estado colocou de orçamento na Defesa Civil e é muito importante estabelecer isso com absoluta clareza de uma mentira em relação à falta de investimentos — disse Leite.

Em seguida, o governador afirmou que o estado investiu R$ 115 milhões no enfrentamento de crises climáticas.

Nas redes sociais, Matheus Gomes voltou a rebater Eduardo Leite e afirmou que este valor seria o total de recursos de três secretarias, do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil.

"Além disso, é sério que Leite se orgulha desses R$115 milhões? Isso é os 0,2% do Orçamento que já critiquei aqui, valor menor que o prejuízo dos desastres que enfrentamos desde ontem", escreveu o parlamentar.

No ano passado, Matheus já vinha criticando o governador por esta temática:

— Mesmo com todas as tragédias que vimos esse ano, o governo Leite parece não se sensibilizar com a urgência de fortalecermos as defesas civis das cidades, ainda mais quando pensamos que elas são as primeiras a agirem em emergências — afirmou em discurso na Assembleia Legislativa.


Fonte: O GLOBO

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