'Crueldade maior que de Suzane Richtofen', diz delegado sobre jovem que matou pai e tentou matar mãe em SC

'Crueldade maior que de Suzane Richtofen', diz delegado sobre jovem que matou pai e tentou matar mãe em SC

Homem foi preso e confessou o crime; a mulher foi encaminhada a um hospital

Um jovem de 18 anos confessou ter matado o pai a facadas na última segunda-feira, em Indaial, no Vale do Itajaí, Santa Catarina. Na mesma ocasião, ele também tentou matar a mãe, que sobreviveu e foi levada a um hospital, onde está se recuperando. 

Os dois estavam dormindo juntos em um quarto. Na quinta-feira, ele e um amigo, coautor do crime, foram presos. Nesta sexta, durante uma coletiva de imprensa, o delegado Filipe Martins Alves Pereira disse que a crueldade desse filho é "maior do que de Suzane von Richthofen".

— Esse caso ganha um contorno de uma crueldade ainda maior. No caso da Suzane, a participação teria sido em abrir a porta para que os executores entrassem e cometessem o crime, é o que foi apurado ali. Nesse crime a crueldade é maior, por que além do filho ter arquitetado tudo, ter planejado e prometido uma recompensa, ele ainda é o próprio executor do crime e golpeia a mãe no momento dos fatos — disse o delegado.

Coletiva de imprensa da Polícia Civil sobre o caso em Santa Catarina — Foto: Reprodução/Redes sociais

Em comunicado oficial, a Polícia afirma que "o crime foi arquitetado e executado pelo próprio filho do casal, na companhia de um amigo". Além do planejamento do crime, o filho também confessou a proposta do pagamento de uma recompensa ao coautor:

"O filho teria proposto R$ 50 mil reais e mais um veículo do casal para o amigo dele o auxiliar a executar as mortes dos pais. Segundo informações da investigação, o plano de morte dos pais já havia sendo executado há aproximadamente dois meses. A motivação apontada pelo autor do crime teria sido desentendimentos e mágoas dos pais".

Segundo relato do delegado, o jovem, que era filho único e trabalhava na empresa do pai (uma pequena metalúrgica em Indaial), não aceitava ser tratado pelos pais como "um mero empregado".

A Polícia Civil segue as investigações "para a total elucidação do caso".


Fonte: O GLOBO

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