Esbarrando em pedidas altas, Flamengo faz mercado paciente e busca nomes alternativos

Esbarrando em pedidas altas, Flamengo faz mercado paciente e busca nomes alternativos

Diferente de outras janelas, clube mirado mais nos alvos captados pelo scout; olhar para o mercado sul-americano ainda deixa a desejar

A ansiedade da torcida do Flamengo por novos reforços vem sendo brecada por uma janela onde o clube procura demonstrar uma cautela maior no mercado, e uma estratégia diferente de outros anos, onde “quebrou a banca” com nomes de peso. Até agora, o único contratado é o meia Nicolás De La Cruz, que chegou ao Brasil na última terça-feira.

Pela quantidade de saídas no elenco, como Everton Ribeiro, Rodrigo Caio, Filipe Luís e, mais recentemente, o goleiro Santos, as maiores necessidades surgem na defesa e no meio de campo. A diretoria rubro-negra mostra estar ciente disso, mas preza pela paciência.

— (Estamos) fazendo um pouco diferente das outras janelas. A gente está confirmando um ou outro jogador, até para dirimir as mentiras e as invenções dos outros. Os jogadores que estão postos, que são o zagueiro e o lateral esquerdo, são uma necessidade do Flamengo. São prioridades básicas que a gente vai preencher na hora certa — disse o vice de futebol Marcos Braz, à FlaTV.

Contratações do Flamengo nas últimas três janelas — Foto: Editoria de Arte

Dois nomes que atraem interesse são o meia Evander e o zagueiro Joaquim. O nome do segundo surgiu nos últimos dias como alternativa a Léo Ortiz, por quem o Bragantino faz jogo duro. Já Evander, do Portland Timbers-EUA, foi apontado por Braz no “Nível A” do scout do rubro-negro, que insiste na procura.

No entanto, mesmo com a tentativa de captação de alvos diferentes, eles parecem destoar em relação às características em campo, principalmente em relação aos zagueiros em questão.

— Os primeiros nomes, como Viña e Capixaba eram interessantes, mas a diferença do Léo para o Joaquim é considerável. O ano de 2023 demonstrou que é necessário mais agressividade — analisa Felipe Barros, jornalista especializado em scout no canal FBTV.

Valores inflacionados

Juninho Capixaba, lateral esquerdo do Bragantino, virou opção após a Roma ser outro clube a resistir na venda de Matías Viña. Essa vem sendo uma tônica nas últimas tentativas do Flamengo. A oferta de seis milhões de euros (cerca de R$ 32 milhões) por Ortiz foi rejeitada pela equipe de Bragança, ao mesmo tempo que ela aceita ceder se houver procura de clubes do exterior.

Uma das principais potências econômicas do futebol brasileiro nos últimos anos, o Flamengo esbarra na resistência dos adversários — até mesmo com quem mantém boa relação — na tentativa de reforçar seu elenco. E o alto poderio econômico aqui ainda não permite buscar nomes na Europa que passem do 20 milhões de euros. Estes foram os casos de Pedro, Gerson e Everton Cebolinha. O olhar ausente para promessas no continente também deixa escapar oportunidades.

— O Flamengo poderia se dar bem no mercado sul-americano, gastando um terço. Parece que sempre precisa do “selo Europa”, ou que o atleta tenha jogado em time grande do Brasil. Acredito que o departamento conheça os nomes, mas quem contrata quer o aval da torcida — analisa Barros.

O Flamengo estreia na temporada na próxima quarta-feira, contra o Audax, na primeira rodada do Campeonato Carioca.


Fonte: O GLOBO

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