Imigrante pode usar aplicativo para entrada na fronteira EUA-México

Medida visa a reduzir travessias não autorizadas

Porto Velho, RO -
Imigrantes em busca de asilo na fronteira dos Estados Unidos (EUA) com o México agora podem usar um aplicativo de celular a fim de agendar horário para se aproximar de um ponto de entrada terrestre. 

A medida, confirmada pela Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) dos EUA nessa quinta-feira (12), é destinada a reduzir travessias não autorizadas, mas gera preocupações sobre privacidade e acesso.

O aplicativo, chamado CBP One, está disponível em inglês e espanhol e permitirá que migrantes no centro e Norte do México enviem informações biográficas e foto e solicitem um encontro em um dos oito pontos de fronteira no Texas, Arizona e Califórnia.

O governo norte-americano havia anunciado que expandiria o uso do CBP One, dando aos solicitantes de asilo acesso direto para inserir suas informações, como etapa de pré-seleção antes de uma consulta.

Lançado em 2020, o aplicativo já foi usado para permitir que as pessoas que atravessam legalmente nos portos de entrada terrestre enviem dados com antecedência e que organizações não governamentais solicitem a entrada humanitária de migrantes.

O governo de Joe Biden considera o aplicativo uma alternativa mais regulamentada e potencialmente mais rápida para cruzar a fronteira. Mas há preocupação com a possibilidade de os requerentes de asilo serem obrigados a enviar informações pessoais sem garantia de entrada e que alguns possam não ter acesso a telefone celular ou internet.

O lançamento do aplicativo ocorre depois que Biden anunciou, na semana passada, que seu governo expandiria as restrições da resolução conhecida como Título 42 da era covid para expulsar rapidamente cubanos, haitianos e nicaraguenses que cruzam a fronteira de volta ao México, enquanto abre caminhos legais para aqueles que têm patrocinadores dos EUA e entram por via aérea.

Biden, um democrata que pretende se reeleger em 2024, foi criticado pelos republicanos pelo que consideram políticas de fronteira permissivas em meio a recordes em números de travessias.


Fonte: Agência Brasil

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