Coreia do Norte dispara novo míssil ao mar

Japão apresenta forte protesto ao país

Porto Velho, RO -
A Coreia do Norte lançou pelo menos um míssil balístico ao mar nesta quarta-feira (9), enquanto a Coreia do Sul disse ter identificado destroços de um lançamento anterior, parte de um míssil terra-ar SA-5 da era soviética.

A Guarda Costeira do Japão afirmou que o míssil balístico parece ter caído no mar minutos depois que o lançamento foi relatado.

O míssil voou a uma altitude de até 50 quilômetros (km), com alcance de 250 km, disse o ministro da Defesa do Japão, Yasukazu Hamada.

Ele acrescentou que o governo apresentou protesto à Coreia do Norte, por meio de canais diplomáticos em Pequim, e que Tóquio condenou fortemente o lançamento.

O Estado-Maior Conjunto (JCS) de Seul também afirmou ter detectado o lançamento de um míssil balístico não especificado a partir da Coreia do Norte.

O lançamento ocorreu depois que a Coreia do Sul concluiu análise do que, inicialmente, disse ser parte de um míssil balístico de curto alcance (SRBM) norte-coreano, que caiu perto das águas sul-coreanas na semana passada.

A análise, no entanto, mostrou que a peça, com cerca de 3 metros de comprimento e 2 metros de largura, fazia parte de um míssil antiaéreo SA-5, disse o Ministério da Defesa, citando sua aparência e características.

O ministério condenou veementemente o lançamento do míssil na ocasião, chamando-o de violação de um pacto militar intercoreano de 2018, que proíbe quaisquer atividades que alimentem tensões nas fronteiras.

"Este lançamento de míssil SA-5 foi uma provocação claramente deliberada e intencional", disse em comunicado. “O SA-5 também tem características de um míssil superfície-superfície, e a Rússia usou mísseis semelhantes na Ucrânia para ataques”.

Foi a primeira vez que um míssil balístico norte-coreano caiu perto das águas sul-coreanas.

Os militares da Coreia do Norte afirmaram que os lançamentos foram ataques simulados contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos, criticando suas ações como "perigosos e agressivos exercícios de guerra".


Fonte: Agência Brasil

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