Banco do Brasil afasta gestor após mensagem de cunho nazista

 

Caso ocorreu em grupo de WhatsApp com funcionários do banco

Porto Velho, RO - O Banco do Brasil disse ter afastado um de seus gestores denunciado por funcionários de seu departamento por discriminação racial.

Kauam Sarabi Moreira fez piada de cunho nazista em um grupo de WhatsApp profissional do banco.

Moreira é gerente de operações estruturadas do BB alinhadas com as "boas práticas socioambientais" (ESG).

Procurado, ele negou o afastamento. Disse que está de férias e que retorna ao trabalho normalmente em um mês. Ele não quis comentar sobre as mensagens no WhatsApp.


A troca de mensagens em que a figurinha com Adolf Hitler foi enviada por Kauam - Arquivo Pessoal

Por meio de sua assessoria, o BB disse repudiar qualquer manifestação de discriminação e não compactua com apologia contra grupos raciais, culturais, religiosos ou sociais, como prevê seu Código de Ética.

Segundo relatos feitos ao Painel S.A., na quarta-feira (9) os funcionários do banco estavam conversando no grupo sobre assuntos não relacionados ao trabalho.

Moreira, que tem posição de chefia, respondeu a um comentário com uma montagem de Adolf Hitler conversando ao telefone.

O texto da figurinha fazia um pedido: "Hans, liga o gás". A referência remonta às câmaras de gás em que judeus foram mortos por nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Após o ocorrido, ninguém repreendeu Kauam, chefe apontado como abusivo e com histórico de assédio moral dentro da instituição. O caso, no entanto, foi denunciado à ouvidoria interna e passa por apuração.

O banco ainda não autorizou as férias de Kauam. Ele foi separado do convívio com os funcionários, mas deve comparecer ao trabalho normalmente até que o pedido de férias seja analisado.

Nesta segunda-feira (14), um dos administradores do grupo em que a conversa ocorreu, enviou mensagem aos funcionários dizendo que os canais de WhatsApp do banco seriam desativados e o Microsoft Teams será o único canal oficial de assuntos relativos ao trabalho.

Fonte: Folha de São Paulo

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