Putin: assassinato de filha de filósofo russo é "crime desprezível"

Ele enviou condolências aos familiares da jovem

Porto Velho, RO - O presidente russo, Vladimir Putin, classificou hoje como (22) "crime desprezível" o assassinato da filha de um filósofo que apoiava a ofensiva na Ucrânia, na explosão do carro perto de Moscou, que o Kremlin atribui a Kiev.

"Um crime desprezível e cruel acabou prematuramente com a vida de Daria Dugina, uma pessoa brilhante e talentosa com um coração verdadeiramente russo", disse Putin em mensagem de condolências divulgada pelo Kremlin aos familiares da jovem assassinada no sábado (20).

Jornalista e cientista política nascida em 1992, Dugina era filha de Alexander Dugin, um escritor ultranacionalista que defende doutrina expansionista e que se apresenta como feroz defensor da ofensiva russa na Ucrânia.

"O assasinato foi preparado e cometido por serviços especiais ucranianos", disse o FSB, a principal agência de informações da Rússia, em comunicado citado por agências russas.

Segundo as agências, o carro conduzido por Daria Dugina foi alvo de ataque de uma mulher de nacionalidade ucraniana, nascida em 1979, identificada pelo FSB como Natalya Vovk, que chegou à Rússia em julho com a filha menor, nascida em 2010.

Os serviços de informações dizem que Vovk alugou um apartamento no prédio onde Dugina morava e a seguiu, acrescentando que tinha estado em um festival em que a vítima e a sua filha tinham comparecido, antes do assassinato.

A Ucrânia já negou qualquer envolvimento no caso.

Daria Dugina morreu na explosão do carro que conduzia na região de Moscou, no sábado à noite, e as autoridades russas anunciaram de imediato a suspeita de um atentado que poderia ter como alvo Alexander Dugin.

A ofensiva militar, lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia, já causou a fuga de mais de 12 milhões de pessoas de suas casas - mais de 6 milhões de deslocamentos internos e mais de 6 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica a crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa - justificada pelo presidente Vladimir Putin com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela comunidade internacional, que responde com o envio de armamento à Ucrânia e imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores.


Fonte: Agência Brasil

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