Overdose e suspeita de abuso da filha por xeque árabe: Quem é a ex-princesa do Catar encontrada morta na Espanha

Aos 45 anos, Kasia Gallanio é ex-mulher de Abdelaziz bin Khalifa Al-Thani, tio do emir do Catar e acusado de tê-la agredido durante o tempo em que estiveram juntos

Porto Velho, RO - Kasia Gallanio foi encontrada morta no último domingo em sua casa, em Marbella, na Espanha. As primeiras investigações sugerem que a ex-princesa tenha sofrido uma overdose por uso de substâncias. 

A morte de Kasia acontece em meio a uma longa batalha judicial, que já dura 10 anos, contra o ex-marido, Abdelaziz bin Khalifa Al-Thani, tio do emir do Catar. Nas redes sociais, ela fazia posts com críticas ao príncipe, a quem acusava de ser violento, ciumento e de ter abusado de uma das três filhas do casal.

Ela denunciou o ex-marido por violência sexual contra a filha mais velha, que teria sofrido abusos entre os 9 e os 15 anos. Abdelaziz bin Khalifa Al-Thani, que tem 73 anos atualmente, nega as acusações, e viu o tribunal parisiense rejeitar as queixas de Kasia.


Kasia, ao lado das filhas Malak e Yasmeen — Foto: Reprodução Youtube

Natural de Los Angeles, Kasia travava uma dura batalha judicial com ele pela custódia das filhas do casamento, “em um contexto de acusações de cunho sexual incestuoso”, segundo o jornal francês Le Parisien, que aponta que o sistema de justiça da França havia recentemente indeferido seus pedidos enquanto aguardava um teste psicológico pericial.

No início deste ano, ela havia compartilhado uma reportagem na qual as filhas deram um depoimento ao Le Parisien, elogiando a coragem delas de falarem sobre o caso.

"Estou tão orgulhosa das minhas meninas por terem a coragem de falar diretamente com a imprensa. E serem corajosas para inspirar crianças que estão na mesma situação", celebrou.

Ainda na sua conta no Instagram, onde publicava com frequência, ela fazia uma série de postagens comemorando o apoio que recebia nas disputas que tinha contra Al-Thani, a quem acusava de não pagar "um centavo de pensão alimentícia há mais de um ano para ajudar a sustentar e criar nossos filhos".

"Não importa o quão bravo, chateado, ciumento ou rancoroso seja o pai das minhas filhas. Eu estou fazendo o que posso para prover, proteger, amar, criar, alimentar e educar as meninas como ninguém mais fará. Eu não sou perfeita, mas eu tento o meu melhor. As crianças NUNCA devem ser usadas como vítimas ou peões quando os pais não se dão bem", desabafou.

Batalha judicial

A separação de Kasia do xeque Al-Thani desencadeou, em 2012, uma grande batalha legal pela custódia de suas três filhas, então menores, em um caso que se arrasta sem resolução.

Em 19 de maio, o tribunal de Paris rejeitou as demandas da mulher, que havia passado vários meses hospitalizada em novembro e que, segundo o jornal francês, era propensa a colapsos nervosos e processos de desintoxicação. Isso levou um juiz a adiar o caso até que fosse obtida uma avaliação psicológica da mulher para melhor compreender a situação familiar.


Kasia era muito ativa nas redes sociais, compartilhando a sua rotina — Foto: Reprodução Instagram

Segundo o Le Parisien, uma das filhas do casal denunciou em meados de abril ter sido vítima de agressão sexual por parte do pai quando tinha entre 9 e 15 anos, acusações que o xeique do Catar nega, mas que levaram ao Procuradoria para abrir um inquérito que está a cargo da brigada de polícia para proteção de menores.

— Minha cliente ficou arrasada com essa decisão. Acho que, acima de tudo, ela morreu de luto — diz a advogada de Kasia, Sabrina Boesch, ao jornal parisiense.

A advogada está na Espanha com as duas filhas mais velhas da mulher, de 17 anos, que tiveram de identificar a mãe nesta segunda-feira.

Corpo encontrado no domingo

O corpo dela foi encontrado depois que uma de suas três filhas alertou à polícia espanhola de que não conseguia entrar em contato com sua mãe há dias. Fontes policiais confirmaram que o porteiro do complexo de apartamentos Playas del Duque, em Puerto Banús, permitiu que vários agentes entrassem na casa às oito horas da manhã do último domingo, após o repetido alerta de uma das filhas de que sua mãe não atendeu às ligações.

A filha, menor de idade e residente em França, tinha tentado entrar em contato sem sucesso nos últimos dias, segundo as mesmas fontes. Quando os agentes chegaram, encontraram a mulher morta na cama sem sinais de violência.

Na ausência da autópsia, uma das hipóteses que os pesquisadores estão considerando é que a morte possa ter ocorrido após o consumo de alguma substância, segundo o Le Parisien.


Fonte: O GLOBO

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