Vídeo: Rússia mostra pela primeira vez tripulação do Moskva após naufrágio do principal navio de guerra do país no Mar Negro

A Ucrânia alegou que afundou o navio com dois mísseis; Imagens seriam evidência de que marinheiros sobreviveram ao ataque

Porto Velho, RO — O ministério da Defesa da Rússia publicou imagens mostrando pela primeira vez o que diz ser a tripulação do navio de guerra Moskva após o naufrágio da embarcação na semana passada. O navio era o principal das tropas do país no Mar Negro. 

O vídeo publicado nas redes sociais neste sábado mostra um grande grupo de marinheiros na cidade portuária de Sebastopol, na Crimeia, sendo recebido pelo Comandante-chefe da Marinha, Almirante Nikolay Yevmenov.

O ministério anunciou na quinta-feira que o Moskva havia afundado após um incêndio causado por munição explosiva. A Ucrânia alegou que afundou o navio com dois mísseis Netuno. 

Na ocasião, a Rússia informou que a tripulação havia sido levada para Sebastopol, mas é a primeira vez que uma evidência aponta para sobrevivência daqueles que estavam no navio. O governo russo não informou a data em que as imagens foram registradas.

No final do vídeo, Yevmenov diz que os oficiais e marinheiros estão atualmente residindo em sua base de Sebastopol e continuarão seu serviço na Marinha. A Rússia não relatou nenhuma vítima do naufrágio. No entanto, fontes da inteligência dos Estados Unidos informaram à Reuters que o governo americano acredita que marinheiros russos morreram durante as explosões.

As agências de notícias russas disseram que o Moskva, de 12.500 toneladas e construído em 1983, estava armado com 16 mísseis de cruzeiro antinavio Vulkan, com alcance de pelo menos 700 quilômetros. Estes mísseis deveriam ser destinados principalmente a ataques contra porta-aviões. Como a Ucrânia não tem estes equipamentos no Mar Negro, acabavam não sendo tão relevantes.

O cruzador, no entanto, também estava equipado com uma arma mais significativa: uma bateria de 64 mísseis terra-ar S-300F. Esses projéteis de longo alcance permitiam que o navio estabelecesse uma zona em que as aeronaves ucranianas corriam riscos ao operar.

Contra-ataque

Após perder o cruzador, a Rússia anunciou que iria de intensificar seus ataques à capital ucraniana. Neste sábado, bombardeou uma segunda fábrica militar na área de Kiev, destruiu edifícios de produção de uma fábrica de veículos blindados na mesma região e uma instalação de reparo militar na cidade de Mykolaiv. 

Uma fábrica perto de Kiev que fabrica mísseis Netuno já havia sido alvo de um ataque de Moscou na noite de quinta-feira.


Fonte: O GLOBO

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