Valderrama, Higuita, Asprilla... relembre a geração vitoriosa de Rincón na Colômbia e saiba onde eles estão

Amigos lamentaram a morte do ex-companheiro em suas redes sociais

Porto Velho, RO - Nos anos 1990, a geração de ouro do futebol colombiano encantou o mundo com um jogo veloz, muito técnico e até comarado ao chamado "futebol-arte brasileiro", além de personagens icônicos. 

O meia/volante Freddy Rincón, morto na quarta-feira após um acidente de carro, era um dos pilares daquele time. Mas qualquer lembrança que se tenha daquela seleção vem logo à mente, pelo menos, outros três nomes: Valderrama, Higuita e Asprilla.

Valderrama

A famosa cabeleira de Valderrama acompanhava um futebol inteligente e criativo, que lhe valeu a clássica camisa 10 e a entrada na lista de Pelé dos 100 melhores jogadores de todos os tempos na eleição do Fifa 100. Além de ter sido considerado o melhor jogador da Copa América de 1987, duas vezes o melhor jogador sul-americano (1987 e 1993), e o melhor jogador da MLS em 1996

Capitão da seleção nas Copas do Mundo de 1990, 1994 e 1998, Valderrama já tinha destaque internacional, com temporadas no Montpellier, da França, e no Real Valladolid, da Espanha. Com passagens por clubes colombianos, bolivianos e dos Estados Unidos, ele encerrou a carreira em 2004, pelo Colorado Rapids.

Desde então, Valderrama se aventurou na carreira de assistente-técnico na Colômbia e depois se mudou para os Estados Unidos onde passou a treinar futebol em uma academia local. Ele foi comentarista em TVs colombianas nos últimos Mundiais e tem um canal no Youtube de entrevistas e análises de jogos da seleção.

Em sua página do Twitter, Valderrama não chegou a publicar algo diretamente para o amigo, mas retuitou diversas lembranças de outras pessoas desde o anúncio da morte do ex-companheiro.

Higuita

O jogador mais icônico e polêmico dentre todos os jogadores daquela geração colombiana foi, sem dúvida, o goleiro René Higuita. Ele ganhou fama mundial com as defesas acrobáticas com os pés, apelidada de "O Escorpião", que tirava o fôlego dos colombianos e dos adversários. Higuita apoiava as mãos no chão, levantava o corpo e defendia a bola com os pés.

O talento de Higuita com os pés promoveu uma mudança nas regras do futebol, após sua participação única na Copa da Itália, em 1990. Apesar de ter falhado ao sair com a bola num dos gols de Camarões, nas oitavas de final, as proezas feitas pelo goleiro levaram a Fifa a discutir o regulamento e impor a regra do recuo, em 1992. Assim, sempre que a bola fosse recuada para o goleiro com os pés, ele não poderia arragá-la com as mãos.

"Foi só depois que as pessoas viram René Higuita jogar que as regras foram mudadas. Nem mesmo Pelé, Maradona ou Messi conseguiram isso... ", disse ele em entrevista à Fifa anos atrás.

Higuita só teve sucesso em times colombianos, principalmente no Atlético Nacional, e marcou, em toda a carreira, 43 gols, sendo um dos maiores goleiros artilheiros. Ele chegou a ser suspenso por uso de cocaína e, em 1993, foi preso ao ser acusado de participar de um sequestro. Por isso, ficou fora da Copa de 1994.

Desde que se aposentou em 2010, ele atuou como assistente técnico e treinador do Al-Nassr, da Arábia Saudita, e auxiliar do próprio Atlético Nacional, entre 2017 e 2019.Hoje em dia, aos 55 anos, tem um canal no YouTube e cumpriu a aposta (feita com um site de apostas) de cortar as madeixas, em 2019, caso a Colômbia não ganhasse a Copa América.

Asprilla

O atacante colombiano era uma das grandes forças ofensivas da seleção colombiana nos anos 1990, com suas arrancadas, que também ajudaram o Atlético Nacional a conquistar a Libertadores de 1989. A velocidade e força física do jogador chamaram a atenção da Europa. No Parma, onde jogou quase toda a década de 90, conquistou títulos de peso, como duas Liga Europa.

O GLOBO RECOMENDA

A torcida brasileira também boa lembrança de Asprilla. Ele atuou no Palmeiras após a passagem pelo Parma e conquistou dois torneios. Na mesma época, Rincón era um dos ídolos do Corinthians. Ainda jogou um ano pelo Fluminense.

Já anos 2000, não conseguiu dar sequência à carreira por causa de negociações mal sucedidas e lesões. O último clube profissional foi o Estudiantes, da Argentina. Ainda fez um jogo oficial de despedida em 2009, num amistoso.

Atualmente, Asprilla, de 52 anos, é comentarista da ESPN colombiana e tem um projeto local para descobrir novos talentos em Tuluá, sua cidade natal. Trabalha como empresário e tem sua própria marca de preservativos.


Fonte: O GLOBO

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