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Mercado de trabalho segue dando sinais de recuperação. Mas indicadores antecedentes apontam para melhora mais lenta do que a ocorrida em 2021
Porto Velho, RO - A taxa de desemprego no Brasil caiu para 11,2% no trimestre encerrado em janeiro de 2022, totalizando 12 milhões de desempregados. É a menor taxa para o período desde 2016. No entanto, em um ano, a renda do trabalhador despencou 9,7%, para R$ 2.489.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e foram divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE.

O resultado do trimestre móvel aponta para uma melhora em relação ao contingente de desempregados. Em 2020, quando a Covid forçou o fechamento do comércio, serviços, e levou à paralisação de fábricas, a taxa de desemprego chegou a 13,8% na média anual.

Em 2021, o índice encerrou em 13,2%. O país fechou o ano com 13,9 milhões de pessoas na fila por um emprego, contingente que ficou estável frente ao ano anterior. Em 2019, a taxa anual de desemprego foi de 12%.

Comércio puxa alta do emprego

A pesquisa também mostra que cerca de 95,4 milhões de pessoas estavam ocupadas, uma alta de 1,6%. O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 55,3%, mais 0,7 ponto percentual frente ao trimestre anterior.

De acordo com a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, o setor de comércio influenciou positivamente o resultado.

“A expansão do comércio indica a manutenção da tendência de crescimento dessa atividade, principalmente, a partir do 2º semestre de 2021. No trimestre atual, a população ocupada no Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (18,4 milhões de pessoas) já supera a registrada no período pré-pandemia (trimestre móvel de dez-jan-fev de 2020) ”, afirma.

O número de empregados com carteira subiu 2% (681 mil pessoas), totalizando 34,6 milhões de pessoas. Segundo Beringuy, janeiro manteve a tendência de retomada dos empregos de carteira assinada apresentado nos últimos meses.

A pesquisa também mostra que o número de empregados sem carteira assinada no setor privado subiu 3,6% (427 mil pessoas), totalizando 12,4 milhões de pessoas. Em um ano, o avanço desse contingente foi de 2 milhões de pessoas.

Já o número de trabalhadores por conta própria ficou estável na comparação com o trimestre anterior. No ano, subiu 10,3% e chegou a 25,6 milhões de pessoas. Já o número de trabalhadores domésticos foi de 5,6 milhões de pessoas – estável frente o trimestre anterior.

Perspectivas

Apesar da trajetória de queda do desemprego, economistas destacam que a recuperação do mercado de trabalho tem ocorrido, principalmente, em vagas informais, de baixa qualidade e menor rendimento.

Na semana passada, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrou a criação de 155,2 mil vagas de trabalho com carteira assinada, uma desaceleração em janeiro comparada com o registrado no mesmo mês do ano passado, quando 254,3 mil vagas foram criadas.

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) do Ibre, da FGV, cedeu 1,4 ponto em fevereiro, para 75,1 pontos. É a quarta queda seguida, levando o índice ao menor nível desde agosto de 2020 (74,8 pontos).

“Os últimos resultados sugerem que a recuperação do mercado de trabalho deve ser mais lenta do que a ocorrida em 2021. O ambiente macroeconômico difícil e potenciais riscos de aumento da incerteza global, não permitem vislumbrar uma mudança na trajetória do indicador no curto prazo”, afirmou Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE, em comentário.


Fonte: O GLOBO

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