Guerra na Ucrânia: Abramovich participa de negociações em Istambul após notícia de envenenamento


Dono do Chelsea e pelo menos dois negociadores ucranianos tiveram dor nos olhos e descamação na pele após reunião sobre a guerra no início do mês

Porto Velho, RO — O miionário russo Roman Abramovich participa nesta terça-feira de negociações sobre a guerra na Ucrânia em Istambul, um dia após a publicação pelo jornal Wall Street Journal e o site investigativo Bellingcat da informação de que o dono do Chelsea teria apresentado sintomas de envenenamento durante uma rodada diplomática anterior, em 3 de março, sofrendo com olhos doloridos e descamação da pele.

Imagens do encontro de hoje foram divulgadas pela agência de notícias RIA em seu canal no Telegram. Abramovich aparece conversando com o presidente da Turquia, Recep Erdogan, mediador do encontro entre os negociadores russos e ucranianos. O empresário russo é alvo de sanções por parte do governo britânico.

Nesta terça-feira, uma fonte próxima a Abramovich disse à BBC que ele já se recuperou e está concentrado nas reuniões sobre o conflito com a invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro. Ninguém informa, porém, qual é o exato papel do empresário nas negociações. Um porta-voz de Abramovich disse anteriormente que sua influência era "limitada".

Nesta terça, o Kremlin refutou o relato de que o bilionário havia sido envenenado, classificando o caso como "falso" e parte de uma "guerra de informação". O porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, disse que Abramovich não era um integrante oficial da delegação nas negociações com a Ucrânia na Turquia, apesar de estar presente nos encontros.

Não há pistas sobre quem estaria por trás da suposta ação, mas Abramovich e pessoas ligadas a ele apontam para representantes de uma "linha dura" em Moscou, que queria fazer com que as negociações fracassassem logo em seus estágios iniciais. 

Integrantes do governo ucraniano disseram que não estão convencidos de que se trataria de um ato intencional contra o oligarca. O governo americano também disse não ter confirmado o suposto envenenamento.

Abramovich e ao menos dois negociadores ucranianos teriam tido sintomas compatíveis com os de envenenamento após uma reunião em Kiev, no dia 3 de março. O grupo seguiu, no dia seguinte, para Lviv, no Oeste da Ucrânia, e em seguida para Istambul. 

Segundo o jornal britânico The Guardian, citando uma pessoa que teve contato com Abramovich, ele chegou a perder a visão por algumas horas antes de receber tratamento médico na Turquia.

Especialistas que tiveram acesso aos dados médicos e aos próprios negociadores, ouvidos pelo site Bellingcat, afirmam que “os sintomas parecem ser o resultado de envenenamento intencional com uma arma química não definida”.


Fonte: O GLOBO

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