Em Porto Velho, Mãe diz que filho autista foi convidado a se retirar de escola 'nossos filhos não têm direito à educação?'

Segundo a mãe, a escola municipal não tinha professor auxiliar. Secretaria de educação prometeu regularizar a situação.

Porto Velho, RO - 
O ano letivo de 2022 foi retomado oficialmente na quarta-feira (9) na rede municipal de Porto Velho, mas não para todas as crianças. Em um vídeo enviado à Rede Amazônica, Líbia Ferrari, mãe do Lorenzo Miguel, relata que o filho que tem autismo foi convidado a se retirar da sala de aula.

"Muita gente voltou para trás hoje com os filhos porque não tinha professores auxiliares nas escolas municipais. É uma coisa que tá se repetindo. Nossos filhos não têm direito à educação?", questionou.

Segundo Líbia, a escola teria se recusado a ficar com o Lorenzo na sala de aula porque não tinha um professor auxiliar que pudesse cuidar dele.

"A Semed [Secretaria Municipal de Educação] se programou para a volta às aulas, fez toda uma divulgação, mas esqueceu de avisar que era só para as crianças neurotípicas, não para as atípicas, com necessidades especiais e deficientes", desabafou em vídeo.

Ainda de acordo com a mãe, não deram a ela nenhuma previsão de quando a situação iria se normalizar, causando o distanciamento do filho da sala de aula.

Em nota, a Semed informou que questionou a escola onde Lorenzo estuda para saber se houve alguma falta de comunicação da direção com a família e acionou uma equipe de educação especial para orientar os profissionais da escola a não praticar situações como a relatada pela mãe.

A secretaria também prometeu que ainda nesta quinta-feira (10) o atendimento para crianças do Transtorno de Espectro Autista (TEA) seria regularizado nas escolas municipais.

Caso semelhante

Em agosto de 2021, o desabafo de uma mãe ganhou repercussão nacional quando ela publicou um vídeo nas redes sociais chorando e contando que o filho com autismo também foi convidado a se retirar da sala de aula de uma escola filantrópica por falta de cuidador.

"Esse é o Brasil que a gente vive, a igualdade que todo mundo prega é só no papel, na vida real é a mãe que tem filho especial sofre, sofre desse jeito, infelizmente é assim", disse.


Mãe e filho em frente a escola após aluno ser convidado a se retirar por falta de cuidador — Foto: Redes sociais/Reprodução

O caso chamou a atenção do apresentador Marcos Mion, que também possui um filho com TEA que deu nome à lei que assegura atendimento de portadores aos serviços públicos e privados, em especial nas áreas de saúde, educação e assistência social.

Durante uma live do apresentador Marcos Mion, o estudante com autismo Gustavo Berillo, de 9 anos, ganhou uma vaga para estudar na escola da rede municipal de Porto Velho.

Fonte: G1/RO

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