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Eleições 2022 - Uma árdua batalha pela única vaga ao Senado em Rondônia


Ex-governadores, ex-senadores, ex-prefeitos, deputados, empresário na lista de postulantes ao cargo


Porto Velho, RO - A disputa pela vaga ao Senado em 2022 promete ser uma “guerra” em Rondônia.


As eleições gerais, que elegerão em outubro do próximo ano o presidente da República, os governadores, deputados federais e estaduais e somente uma das três cadeiras ao Senado em cada Estado e no Distrito Federal, devido ao equilíbrio dos nomes, que estão sendo apontados como prováveis candidatos teremos uma disputa ferrenha pelo cargo.


O senador Acir Gurgacz, que preside o PDT no Estado é o detentor do mandato que estará vago nas eleições de 2022. Acir está inelegível e não poderá concorrer a cargo público no próximo ano.


Se tivesse condições legais provavelmente não concorreria à reeleição, mas sim ao governo do Estado, cargo que ele sempre aspirou em Rondônia.

Com Acir fora da disputa temos uma relação de nomes com desempenhos expressivos nas urnas em eleições anteriores, todos em condições de sucesso.


O ex-senador Expedito Júnior, que durante anos foi a maior expressão política do PSDB está deixando o partido para se filiar, provavelmente ao PSD, que é presidido pelo filho, deputado federal Expedito Netto.


Expedito foi candidato a governador nas eleições de 2014 e 2018, chegou ao segundo turno, mas não conseguiu se eleger. Caso tivesse optado pelo Senado e não ao governo, certamente seria senador, pois sempre teve votação entre 28% a 31% dos votos bons.


Caso obtenha 25% como candidato ao Senado em 2022, devido ao equilíbrio de força dos demais nomes cotados ao cargo dificilmente deixaria de se eleger.


O ex-governador Daniel Pereira, presidente do Solidariedade no Estado e hoje ocupando a superintendência do Sebrae-RO também está na relação de nomes ao Senado. Daniel era vice-governador de Confúcio Moura (MDB), que renunciou em abril de 2018 para concorrer e se eleger senador.


Daniel assumiu e concluiu o mandato deixando a “casa em ordem”, como se fiz na política e, após deixar o PSB assumiu o comando do Solidariedade e deverá concorrer ao Senado no próximo ano.


A deputada federal e presidente regional do PP, Jaqueline Cassol, não teria muitas dificuldades para se reeleger. As informações de pessoas ligadas a ela é que, caso seu irmão, o ex (governador e senador), que está inelegível consiga se regularizar até as convenções do próximo ano, ela concorrerá ao Senado. Sem a candidatura de Cassol, a opção seria a reeleição.


Outro deputado federal que aspira a vaga do Senado é o jovem Léo Moraes, presidente regional do Podemos. Foi o deputado federal mais bem votado em 2018 (69.565 votos) e, caso o ex-juiz federal Sérgio Moro assine ficha de filiação ao Podemos, como se cogita e for candidato à presidência da República, Léo deverá concorrer ao Senado. Com ótimas chances de sucesso.


A presidente do diretório regional do PSDB, deputada federal Mariana Carvalho já demonstrou, que tem interesse em concorrer ao Senado. Talvez a sua pretensão seja um dos motivos, que afastou Expedito Júnior dos tucanos.


Mariana foi a terceira colocada à Câmara Federal em 2018 somando 38.776 votos. É de família tradicional na política estadual. Seu pai, Aparício Carvalho foi vereador em Porto Velho, deputado federal e vice-governador. O irmão, Maurício foi vereador na capital e hoje é o vice-prefeito. Sua força eleitoral é em Porto Velho, maior colégio eleitoral do Estado com mais de 330 mil eleitores nas eleições de 2018.


O empresário de Vilhena, Jaime Bagattoli, que concorreu ao Senado. pelo PSL em 2018, mesmo sendo um “ilustre” desconhecido na política somou 212.077 votos. Perdeu a segunda vaga para Confúcio Moura por pouco mais de 18 mil votos. Caso concorra em 2022 saberemos se é realmente bom de voto ou a votação expressiva ocorreu devido a onda Bolsonaro.


Ex-deputado estadual e ex-prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires (PSB) está sempre na listagem de prováveis candidatos em 2022, seja a governador, vice ou a senador. Em 2018 somou mais de 195 mil novos na disputa pelas duas vagas ao Senado, que foram ocupadas por Marcos Rogério, que presidia o DEM, na época e Confúcio Moura, do MDB.


Mas não importa o cargo que Jesualdo pretenda disputar em 2022, pois ele tem potencial eleitoral para entrar na corrida eleitoral para o governo do Estado, somar com vice, pois é de Ji-Paraná, segundo maior colégio eleitoral no Estado (mais de 100 mil eleitores em 2018) ou mesmo enfrentar mais uma vez a concorrência pelo Senado.


O ex-presidente do diretório regional do PMDB, hoje MDB, Valdir Raupp, que já governou o Estado e foi senador em dois mandatos seguidos teve uma votação pífia (80.370 votos) em 2018 e não conseguiu a segunda reeleição. Não atuou diretamente das eleições municipais de 2020.


Ultimamente Raupp tem participado de algumas ações do partido no Estado. Não se sabe se ele disputará cargos eletivos em 2022, mas é sempre um nome que não pode ser ignorado pela sua experiência política.


Um dos políticos emergentes no Estado, o presidente da Assembleia Legislativa (Ale), Alex Redano (PRB-Ariquemes) estaria propenso a entrar na busca pela única vaga ao Senado nas eleições do próximo ano. Redano é um político de respeitável currículo no segmento.


Foi vereador em Ariquemes, presidente do legislativo municipal, é deputado estadual e presidente do legislativo estadual até 1º de fevereiro de 2023. A mulher, Carla Redano (Patriota) foi vereadora, presidente da câmara municipal e hoje é a prefeita de Ariquemes, eleita em 2020.


Uma provável candidatura de Redano na disputa pela única vaga ao Senado e, caso realmente os nomes citados sejam postulantes ao cargo, hoje ocupado por Acir Gurgacz, teremos uma “batalha” eleitoral das mais significativas no Estado.


Bom para o eleitor que poderá ter um leque enorme e com nomes dos mais expressivos, integrado por jovens e veteranos na política, mas todos experientes para a escolha do futuro senador.

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