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Bitcoin ultrapassa US$ 66 mil e atinge recorde após estreia de ETF nos EUA

Movimento ocorre após a estreia do primeiro ETF de bitcoin nos Estados Unidos

O bitcoin ultrapassou os US$ 66 mil nesta quarta-feira (20), em um novo recorde para a criptomoeda mais negociada do mundo. O ativo tem sido impulsionado nos últimos dias pela estreia do primeiro ETF ligado ao bitcoin nos Estados Unidos, que ocorreu na última terça-feira (19).

Segundo o site Cryptowatch, que reúne as cotações de criptomoedas em diversos locais de negociação, o bitcoin subia 5,50%, a US$ 66,073 por volta das 11h10, no horário de Brasília. Outras criptomoedas, como o Ethereum e a Binane Coin, também estavam em alta. O recorde anterior foi em abril de 2021, quando ele chegou na casa dos US$ 64 mil.

O movimento reflete o otimismo em relação ao ativo por parte de investidores após a estria do BITO, código de referência do primeiro ETF de bitcoin lançado nos Estados Unidos. A estreia ocorreu após a a SEC, equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) dos EUA, não se opor ao lançamento, revertendo uma posição adotada nos últimos anos.

O ETF (Exchange Traded Fund, ou fundos de índice negociados na bolsa, em tradução livre) está atrelado ao preço dos contratos futuros do bitcoin, não à criptomoeda em si. Especialistas consultados pelo CNN Brasil Business afirmam que, por mais que a estreia seja importante, ainda é cedo para dizer qual será o impacto exato do novo fundo para a cotação do bitcoin.

É esperado que a nova modalidade de investimento atraia investidores de varejo, já que ele poderá ser investido por meio de corretoras tradicionais. Entretanto, a volatilidade característica do bitcoin, que deve se refletir no ETF, não deve mudar no curto prazo.

Vinicius Frias, presidente da conta digital de criptomoedas Alter, avalia que por mais que a estreia do ETF tenha impulsionado o bitcoin. “Gosto de pensar que os fundamentos sólidos são os mesmos que impulsionam a alta desde o ano passado, que é ainda mais expressiva: maior adoção pelo mercado institucional de forma geral e, principalmente, por ser um ativo contra a expansão monetária que atinge o mundo”.

Já Rafael Izidoro, presidente da plataforma digital Rispar, considera que o ano de 2021 tem sido positivo para a criptomoeda, com notícias como a adoção por El Salvador e a migração de mineradores para os Estados Unidos. “Com a economia global em crise, os olhos se voltam cada vez mais para o bitcoin como um excelente investimento, reserva de valor e um refúgio contra a inflação”, diz.

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