Diferentemente do cenário tradicional dos tribunais do júri, marcado por debates intensos entre acusação e defesa, a sessão ocorreu em clima de concordância jurídica. Durante a oitiva das testemunhas, nenhuma delas conseguiu apontar, de forma direta ou indireta, os denunciados como responsáveis pelos disparos ou agressões que resultaram na morte do delegado.
Segundo informações do processo, os depoimentos apresentados em plenário enfraqueceram a tese acusatória construída ao longo da investigação. Diante da ausência de provas concretas que demonstrassem participação dos réus no homicídio, o promotor responsável pelo caso reconheceu a fragilidade probatória e pediu formalmente a absolvição.
A defesa, que desde o início sustentava que a denúncia se baseava apenas em indícios e conjecturas, acompanhou o posicionamento do Ministério Público. O entendimento foi acolhido de forma soberana pelo Conselho de Sentença, composto por sete jurados da sociedade civil, que votaram pela inocência dos acusados.
O assassinato do delegado ocorreu em julho de 2021, durante uma confusão registrada em uma casa de eventos na capital rondoniense. Na ocasião, José Valney Calixto foi atingido por quatro disparos na região da cabeça, não resistindo aos ferimentos.
Fonte: hora1rondonia
Tags:
Jurídico
