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"TATÁ" DIRETOR DA FUNDAÇÃO IARIPUNA FALA SOBRE COMEMORAÇÃO DOS 100 ANOS DA ESTRADA DE FERRO MADEIRA MAMORÉ


Foto: Ney Cunha
O Complexo Madeira-Mamoré, grande monumento arquitetônico que utilizou a mão-de-obra de diferentes países, começou a ser construído em 1907, somente em 1912 iniciou suas atividades fazendo o trajeto Porto Velho – Guajará Mirim. Para marcar a comemoração de 100 anos de conclusão e do início do funcionamento do trem, a prefeitura de Porto Velho, através da Fundação Iaripuna, está preparando uma programação especial que inclui debates, oficinas e seminários abordando a educação e a relação das pessoas no trato do patrimônio histórico, em diferentes locais da cidade como escolas e faculdades. Além de shows temáticos, exposições de artes plásticas e fotográficas alusivas ao local e apresentação de dança.

Berenice Simão, vice presidente da Fundação Iaripuna, explica que o objetivo é envolver a Sociedade Civil neste processo de produção do evento. “Conseguimos, inclusive, uma parceria com a Universidade Federal de Rondônia que estará incentivando pesquisas científicas e fatos históricos do Complexo Madeira Mamoré. Serão novas contribuições para a cultura e patrimônio de Porto Velho”, disse Berenice, lembrando que desde quando a prefeitura assumiu a gestão deste complexo, em 2005, já iniciou projetos de restauração e revitalização que agora estão em fase de execução. “O centenário vai ser marcado pelo interesse em cuidar de um patrimônio de todos os brasileiros”, afirmou.

Cuidados

A Estrada de Ferro Madeira Mamoré é um patrimônio tombado e tem uma série de leis principalmente quanto à manutenção e zelo dos objetos museados como, por exemplo, as locomotivas. “Todo o Complexo é um grande museu a céu aberto. Até mesmo para se fazer uma intervenção, como foi o caso da decoração natalina, tem um profissional que faz a análise arquitetônica junto a estes objetos, de forma a observar se não vai comprometer a arquitetura histórica do local”, conta.

Neste momento está em execução da restauração do galpão de Rotunda (oficina das máquinas e rotatória) um investimento de quase 8 milhões. O local abrigará todas as peças e a documentação, além de um Centro de Memórias das pessoas vitimadas durante a construção da Ferrovia.

Passeio

O diretor Tatá da Fundação Iaripuna fala que dentro das ações que a prefeitura pretende realizar está o passeio turístico até a vila de Santo Antônio. “Esta é uma obra que envolve a prefeitura e é fiscalizada pelo Ministério da Cultura, através do Instituto de Patrimônio Histórico Nacional. Consiste no reparo do pátio da igreja de Santo Antônio, dos trilhos até a Vila da Candelária, entre outros projetos. A demora para iniciar as obras de restauração dos trilhos depende unicamente da retirada de famílias que ao longo do tempo ocuparam as margens da ferrovia e do Rio Madeira. O próprio prefeito tem ido conversar com os moradores sobre a importância dessa remoção. Tão logo realizemos esta etapa, a Maria fumaça voltará a todo vapor, para a alegria de todos”, explica.

O trabalho de revitalização prevê o funcionamento das locomotivas no trecho entre a Estação de Porto Velho e Santo Antônio, totalizando aproximadamente 8 quilômetros.

"TATÁ" DIRETOR DA FUNDAÇÃO IARIPUNA FALA SOBRE COMEMORAÇÃO DOS 100 ANOS DA ESTRADA DE FERRO MADEIRA MAMORÉ "TATÁ" DIRETOR DA FUNDAÇÃO IARIPUNA FALA SOBRE COMEMORAÇÃO DOS 100 ANOS DA ESTRADA DE FERRO MADEIRA MAMORÉ Reviewed by cadernodestaque on 1/18/2012 07:24:00 AM Rating: 5

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