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TURISMO PRA “INGRÊS” NÃO VER. POR MARCOS DE SOUSA

TURISMO PRA “INGRÊS” NÃO VER

Estive recentemente na cidade de São Paulo, onde atendendo ao convite do Diretor Executivo do Conselho de Educação e Cultura daquele estado, conversarmos acerca do trabalho musical regional intitulado “Ama Amazônia” de nossa autoria, que fora selecionado para debates nas salas de aula do Projeto Educar. Ao nosso ver um espaço importante para discutir temas relacionados ao meio ambiente e outros.

Seguindo nosso trajeto para maior aprimoramento do conteúdo, resolvi refazer a viagem que originou o vídeo ambiental “Ama Amazônia - De Belém a Manaus Via Fluvial”, como um bom caboclo, é claro, jamais abandonaria a frase “eu sou cabôco seu moço, não preciso dessa soja não, o armoço maninho é peixe arroz e pirão”.

Fiquei surpreso com as mudanças. Elas ocorreram e piorou um “bucadinho”, não com o comportamento do povo, é claro, continua receptivo, caloroso e atencioso como sempre foi. Em tempos de Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil, ou seja, em termos de preparação para o turismo ainda é possível ver aberrações em termos de atendimento e estrutura o que na região já se tornaram seculares.

Mas pensemos mesmo, seria necessário que se fizesse reformas básicas e domésticas para atender eventos dessa envergadura ou o povo brasileiro não merece que fosse pensado essas mudanças não para Copa mais para a Nação, e muito mais que isso, para o atleta que é quem concretamente desenvolve o esporte?

Pois bem saímos de Belém no barco Rodrigues Alves e o que se viu foi o de sempre o “bar mem” daqueles, o qual o time já não ganha a uns 15 anos. E como ele vive em função do time não tem lá grandes razões para se alegrar, agora, fazer questão de transmitir essa insatisfação involuntária a todos já é demais! Já um dos encarregados do barco, um garoto novo, acha que está encarregado de um “loyde ingrês” e que todos tripulantes e passageiros estão sob seu comando. Que graçinha hein? Pagar pra ser comandado. Acreditem, isso é comum acontecer nessas viagens de barco na Amazônia.

Já de Santarém a Manaus, outra experiência “terrívi”, achei de embarcar num tal São Bartolomeu II, pensando estar “protegido pelo dito santo”. “Olhe seu Bartolomeu, são Bartolomeu, Senador Magno Malta, Conselho Tutelar enfim, quem quer seja o responsável, precisam viajar nesse barco. Condutas estranhas acontecem. Homens de branco feito fantasmas noturnos sondam as redes das senhoras e em pleno dia fazem questão de mostrar detalhadamente a paisagem as menininhas que por estarem encantadas com tudo aquilo, se tornam-se presa fácil.

Finalizando esse roteiro turístico achei de embarcar na Gol (grande empresa de aviação brasileira), de Manaus para Porto Velho. Para minha surpresa, uma senhorita não tão diferente daquele “barmem” lembram? Devem ser do mesmo time, quase que me arranca o violão das mãos porque estava em lugar indevido e ainda disse: “olha se o avião incendiar você e seus amigos vão primeiro, por causa do violão”. Pode¿

Diante do relato permito-me advertir as autoridades que faz-se necessário, com urgência, adotar medidas imediatas e enérgicas para conter esse tipo de abuso ao consumidor da terra como nós “brazucas”. Sugestão¿ Tenho: Criação imediata do transporte fluvial estatal com fiscalização rigorosa e serviço de primeira. Afinal me parece que devem estar um pouco mais afastados do poder na região, aqueles que faliram esse meio de transporte.




Marcos de Sousa
Cantor e Compositor Regional e Ex-Presidente da Câmara de Legislação e Normas do Conselho Universitário da Universidade Federal de Rondônia.

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