URGENTE

"JORNAL NACIONAL" EXIGIMOS RESPEITO POR VALDEMIR CALDAS


Se ainda faltava alguma coisa para ratificar que o futebol de Porto Velho atravessa o período mais sombrio de sua história, detonou-a o Jornal Nacional, em matéria jornalista, levada ao ar na noite de terça-feira (11).Já não bastassem as marmeladas e os escândalos patrocinados por políticos, empresários, autoridades e dirigentes públicos, dos mais variados matizes, ainda somos obrigados a engolir, sem pestanejar, considerações que revelam o descaso à que foi relegado o futebol da capital.Pois é. Temos o pior time do Brasil. Trata-se do Cruzeiro, presidido pelo fanfarrão Domingos Pinheiro, o popular Lóló, que, durante a reportagem, chegou até a ensaiar algumas coreografias burlescas, para dá mais comicidade à matéria. Coitado, nem percebeu que estava fazendo o papel de bobo da corte.A reportagem do JN foi uma bofetada na cara de dirigentes de clubes e, principalmente, dos responsáveis pelo futebol de Rondônia, muitos dos quais encastelados na Federação de Futebol e nos gabinetes refrigerados de órgãos estaduais e municipais, responsáveis por essa atividade.No fundo, são instituições acéfalas, medíocres, que em nada vêm contribuindo para melhorar a qualidade do futebol local, desde há muito vivendo um quadro de penúria extrema.Fica-se a pensar o que se passa nas cabeças desses cidadãos, quando vêem o futebol da capital sendo alvo de motejo, em rede nacional. Provavelmente, devem sorrir, de orelha a orelha, à semelhança do que fez o casal de apresentadores, ao final do jornal.O reporte da Rede Globo deveria ter perguntado ao presidente da Federação de Futebol de Rondônia o que ele tem feito, até hoje, para retirar o esporte da capital do fundo do poço.A história do futebol portovelhense relata-nos acontecimentos memoráveis, que motivaram todas as camadas sociais da capital a comparecerem ao estádio Aluizio Ferreira para torce pelo seu clube favorito.A memória desse esporte identifica clubes como Ferroviário, Moto Clube, Flamengo, Ipiranga, dentre outros, que marcaram uma época considerada de ouro para essa modalidade, hoje, ignorada pelos que deveriam lutar para incentivá-la e retirá-la do abismo.Raramente, aparecemos, na mídia nacional, por conta das riquezas do nosso solo e subsolo, da vastidão das nossas florestas e do que elas têm de melhor em termos de biodiversidade; da nossa cultura e, principalmente, da hospitalidade, dignidade e do estoicismo da nossa gente.Lamentavelmente, os que dependem das águas turvas do rio Madeira para moverem suas indústrias e seus modernos equipamentos, são os mesmos que nos impingem a pecha de imbecis.Exigimos respeito (principalmente, dos que nos dizem representar, nas mais diversas esferas de poder), na verdadeira acepção da palavra, e não como tenta convencer-nos a propaganda oficial, eivada de contradições e hipocrisia.

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